Inquérito do STF pode levar Pazuello a perder posto e patente

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, pode perder o posto e patente pelo Superior Tribunal Militar (STM) devido ao inquérito aberto pelo STF) para investigar se houve omissão do titular da Pasta no colapso da rede pública de saúde de Manaus

Ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello
Ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
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247 - O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, pode ser condenado e, em última análise, perder o posto e patente pelo Superior Tribunal Militar (STM) devido ao inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar se houve omissão do titular da Pasta no colapso da rede pública de saúde de Manaus (AM). Analistas afirmaram que o oficial do Exército coloca em risco sua carreira militar por atos como político.

De acordo com o ex-ministro do STM Rosa Filho, se Pazuello "for condenado por mais de dois anos e um dia, inicia-se um outro processo para a perda do posto e patente, que será julgado pelo STM". Os relatos foram publicados pelo jornal O Estado de S.Paulo

"É prerrogativa do STM julgar os oficiais generais", disse. "É muito difícil haver expulsão, mas ele perder o posto e a patente é como se fosse um 'morreu para a família dele'. Não deixa de ser uma expulsão das Forças Armadas", acrescentou.

Segundo a coluna de Bela Megalle, equipes de peritos médicos e estatísticos também analisam os dados relativos à pandemia na capital amazonense, com destaque para fornecimento de oxigênio hospitalar e de medicamentos e disponibilidade de leitos. 

Documentos públicos apontam que o ministério da Saúde, comandado atualmente pelo general Eduardo Pazuello, sabia do cenário crítico sobre o sistema de saúde em Manaus oito meses antes de ser constatada a falta de oxigênio em hospitais da capital amazonense.

Além das novas informações da agência, a Advocacia-Geral da União (AGU) havia informado ao STF que o governo federal sabia do iminente colapso do sistema de saúde no Amazonas 10 dias antes da crise. O ministério relata reuniões do secretariado do ministério da Saúde, realizadas entre 3 e 4 de janeiro, onde foi constatada a "possibilidade iminente de colapso do sistema de saúde, em dez dias".

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