Militar que estava na reunião em que servidor pediu propina por vacinas abriu empresa de intermediação na véspera do encontro

Três dias antes do encontro, o coronel da reserva Marcelo Blanco abriu a Valorem Consultoria, cuja atividade econômica declarada é representar agentes do comércio de medicamentos

Roberto Dias
Roberto Dias (Foto: MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL)
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247 - Na véspera de um encontro com o servidor Roberto Ferreira Dias e um representante da empresa Davati Medical Supply, o coronel da reserva Marcelo Blanco da Costa abriu uma empresa de representação comercial de medicamentos. 

Na conversa, no dia 25 de fevereiro, Dias teria pedido propina em troca de um acordo com a pasta pela aquisição de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca. Um representante da empresa disse ter recebido um pedido de propina de US$ 1 por dose.

Três dias antes, no dia 22, Blanco abriu a empresa Valorem Consultoria em Gestão Empresarial, em Brasília.

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"Entre as atividades econômicas da empresa apresentadas à Receita Federal estão as de representantes comerciais e agentes do comércio de medicamentos, cosméticos e produtos de perfumaria e também de instrumentos e materiais odonto-médico-hospitalares", diz a reportagem da coluna Painel, na Folha.

Segundo Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da Davati, durante a conversa, Blanco, Dias e um empresário estavam com uma agenda em que anotavam fazendo cálculos. "Só sei que eles ficavam com uma agenda anotando, fazendo cálculos, eu olhando aquilo e falei gente do céu, onde eu fui me enfiar?", disse, segundo a jornalista Constança Rezende, da Folha de S.Paulo.

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Blanco era assessor no departamento de logística do ministério na gestão de Dias. Ele teve seu depoimento na CPI da Covid aprovado nesta quarta-feira (30)

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