247 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a soberania brasileira deve ser respeitada ao comentar as medidas anunciadas pelos Estados Unidos envolvendo organizações criminosas. A declaração foi feita durante entrevista coletiva após a inauguração do Escritório Nacional Antifacção (ENA), em São Paulo. As informações são da CNN Brasil.
Segundo o ministro, decisões adotadas pelo governo estadunidense produzem efeitos apenas em seu próprio território e não modificam a política brasileira de enfrentamento ao crime organizado. “A soberania precisa ser respeitada”, afirmou.
Wellington também declarou que o Brasil seguirá aprimorando seus próprios instrumentos de combate às organizações criminosas. Segundo ele, as ações são desenvolvidas de forma coordenada entre as diferentes forças de segurança do país.
Escritório terá foco na asfixia financeira
O ENA foi criado pelo Ministério da Justiça para ampliar a integração entre União, estados e municípios no combate às facções criminosas, com prioridade para ações de asfixia financeira das organizações.
Durante a cerimônia, o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, afirmou que a nova estrutura representa a execução prática da estratégia voltada ao enfrentamento das lideranças e dos financiadores das facções.
“Mais do que simbólico, é a materialização do esforço desenvolvido na asfixia financeira e no enfrentamento do andar de cima. Essas pessoas que estão articulando e se beneficiando estão em um nível muito acima do que imaginamos”, disse.
O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Chico Lucas, informou que o escritório já iniciou suas atividades. “Já estamos funcionais, com as estações de trabalho funcionando. O principal eixo é a asfixia financeira”, afirmou.
Novas unidades e reforço nos presídios
Segundo o Ministério da Justiça, uma nova unidade do Escritório Nacional Antifacção será inaugurada no Rio de Janeiro na sexta-feira (3). O governo federal também anunciou que 138 presídios brasileiros passarão a adotar protocolos de segurança em padrão semelhante ao das penitenciárias federais.
Ainda durante o evento, Wellington César Lima e Silva ressaltou que o enfrentamento ao crime organizado depende da cooperação entre os diferentes níveis de governo e afirmou que a integração entre os órgãos de segurança ampliou as operações de inteligência e repressão. “Sem os estados e os municípios não se faz segurança pública”, declarou o ministro.
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão