MPF acusa Palocci de intermediar e direcionar propinas de Belo Monte

Força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) responsável pelas investigações da Lava Jato acusa o ex-ministro Antonio Palocci de servir de interlocutor do governo às construtoras envolvidas na construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, pelo consórcio Norte Energia; "O governo federal, ao convidar empresas para participar do empreendimento, solicitou, por intermédio de Antonio Palocci, propina para PT e para o MDB", disse o MPF; ainda segundo as investigações, Palocci teria pedido que 10% da propina paga aos partidos pela empreiteira Andrade Gutierrez fosse direcionada para o ex-ministro da Fazenda e ex-deputado federal Antônio Delfim Netto

Palocci é escoltado por policiais em Curitiba. 26/9/2016. REUTERS/Rodolfo Buhrer
Palocci é escoltado por policiais em Curitiba. 26/9/2016. REUTERS/Rodolfo Buhrer (Foto: Paulo Emílio)

247 - A força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) responsável pelas investigações da Lava Jato acusa o ex-ministro Antonio Palocci de servir de interlocutor do governo às construtoras envolvidas na construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, pelo consórcio Norte Energia. "O governo federal, ao convidar empresas para participar do empreendimento, solicitou, por intermédio de Antonio Palocci, propina para PT e para o MDB", disse o MPF. Ainda segundo as investigações, palocci teria pedido que 10% da propina paga aos partidos pela empreiteira Andrade Gutierrez fosse direcionada para o ex-ministro da Fazenda e ex-deputado federal Antônio Delfim Netto

A 49ª fase da Lava Jato, batizada de "Buona Fortuna", apura o suposto pagamento de propinas a políticos e partidos. A residência de Delfim Neto, em São Paulo, foi um dos alvos dos dez mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz federal Sérgio Moro e cumpridos por agentes da Polícia Federal. A defesa do ex-ministro disse em nota que os valores recebidos por Delfim foram decorrentes de "honorários por consultoria prestada" e negam o seu envolvimento em ilícitos. "O professor Delfim Neto não ocupa cargo público desde 2006 e não cometeu nenhum ato ilícito em qualquer tempo", diz o texto da nota.

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