247 – Parlamentares do partido Novo protocolaram, nesta quinta-feira (13), um novo pedido de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio à escalada de questionamentos envolvendo a relatoria das investigações sobre o Banco Master. A iniciativa ocorre após a Polícia Federal solicitar ao Supremo que o magistrado deixe a condução do caso.
O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, justificou a medida afirmando que “não dá mais pra fingir surpresa” e acrescentou que, “em qualquer país sério, Toffoli já teria sido afastado, estaria sob investigação e, diante das evidências, provavelmente preso”.
Na quarta-feira (12), a Polícia Federal encaminhou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um pedido de suspeição de Toffoli nas investigações relacionadas ao Banco Master, instituição financeira ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a corporação, foram encontradas menções ao ministro no celular do empresário, o que motivou o requerimento para que ele deixe a relatoria do processo.
Em resposta, o gabinete de Toffoli divulgou nota sustentando que o pedido da PF se baseia em “ilações” e argumentando que a corporação não teria legitimidade para requerer a suspeição, por não integrar formalmente o processo como parte.
Ainda nesta quinta-feira (13), o ministro negou qualquer relação de amizade com Daniel Vorcaro. A negativa ocorre em meio à repercussão política e institucional do caso, que já motivou outros pedidos e manifestações públicas acerca da permanência de Toffoli na condução do processo.
O novo pedido de impeachment amplia a pressão no Congresso Nacional e adiciona um componente político às discussões jurídicas em curso no Supremo Tribunal Federal sobre a relatoria das investigações envolvendo o Banco Master.
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