Pirro visita o Planalto

Apesar de ter conseguido aprovar a proposta de reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara com 48 votos favoráveis contra 18 contrários, a vitória do governo Jair Bolsonaro foi uma espécie de "vitória de Pirro" e não deve ser comemorada porque implicou em atrasos e alterações no projeto original, além de ter obrigado o governo a redobrar os esforços de articulação que deveriam ser utilizados apenas na etapa de mérito, na comissão especial que irá analisar o tema

Pirro visita o Planalto
Pirro visita o Planalto (Foto: Isac Nóbrega/PR)
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247 - Apesar de ter conseguido aprovar a proposta de reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara com 48 votos favoráveis contra 18 contrários, a vitória do governo Jair Bolsonaro foi uma espécie de "vitória de Pirro" e não deve ser comemorada. "Esse resultado, entretanto, pode ser considerado uma vitória de Pirro, porque implicou um esforço redobrado de articulação que, em outras circunstâncias, seria dispendido apenas na etapa de mérito", destaca reportagem de Andrea Jubé no jornal Valor Econômico. "O jogo recomeçará do zero na comissão especial, quando somente então se avançará no mérito da discussão", completa.

A reportagem observa que até mesmo alguns integrantes da base governista têm dúvidas sobre o emprenho do Planalto para conseguir o apoio necessário ao projeto, e nem mesmo a promessa feita pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni de liberar R$ 40 milhões em emendas extraorçamentárias até 2022 animou os parlamentares."O formato da oferta, a prazo, gerou desconfiança, e no final da tarde, virou chacota no plenário. Alguns deputados chamavam a oferta de 'emendas Casas Bahia', porque seriam liberadas em parcelas anuais", ressalta o texto.

"Em suma, a vitória de ontem decorreu de derrotas parciais nas semanas anteriores. É nesse contexto que se pode afirmar que a batalha pela Previdência na comissão especial será ainda mais sangrenta. A reforma será desidratada em mais pontos: até mesmo partidos que não fazem oposição frontal ao governo avisaram que se opõem às mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural, que sacrificam os mais pobres", destaca o texto.

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