Toffoli: Judiciário não deve satanizar os políticos

O ministro Dias Toffoli, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), disse em Washington que o Judiciário não deve "satanizar" a política e os políticos, porque eles representam "a seara do jogo democrático"; Toffoli disse ainda que defende a necessidade de "prudência" nas decisões da Corte e que o combate à corrupção no Brasil não decorre da ação de um juiz, de um promotor ou de um "herói", mas é fruto de mudanças legislativas que reforçaram a eficácia e o poder dos órgãos de controle

Toffoli: Judiciário não deve satanizar os políticos
Toffoli: Judiciário não deve satanizar os políticos (Foto: Carlos Moura/SCO/STF)

247 - Judiciário não deve "satanizar" a política e os políticos, porque eles representam "a seara do jogo democrático", disse em Washington o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli, que defende a necessidade de "prudência" nas decisões da Corte. O ministro afirmou ainda que o combate à corrupção no Brasil não decorre da ação de um juiz, de um promotor ou de um "herói", mas é fruto de mudanças legislativas que reforçaram a eficácia e o poder dos órgãos de controle.

Sem fazer referência a casos concretos, Toffoli afirmou que os integrantes do STF devem ter cautela para não extrapolarem suas funções e acabarem exercendo atribuições que cabem a outros Poderes. "Se quisermos ditar o que é o futuro da sociedade, sem ter o poder político representativo, nós estaremos cometendo um grande equívoco, porque não são 11 cabeças iluminadas, ou meia dúzia, que é o que forma a maioria, que são capazes de discutir o futuro do Brasil."

Toffoli deu as declarações em conferência sobre o combate à corrupção organizada pela American University. O ministro não quis dar entrevista depois do evento. Entre os temas que o STF julgará nas próximas semanas, estão o pedido de habeas corpus contra a eventual prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a possibilidade de prisão depois de sentença condenatória em segunda instância.

As informações são de reportagem de Clauda Trevisan no Estado de S.Paulo.

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