Yunes contou a Temer de 'envelope grosso' recebido de Funaro a pedido de Padilha

O ex-assessor e amigo íntimo de Michel Temer, José Yunes, apontado pela PF como operador do esquema de corrupção no qual o emedebista é investigado no âmbito do inquérito dos portos, contou em seu depoimento aos investigadores ter recebido um "envelope lacrado, grosso" do doleiro Lúcio Funaro a pedido do ministro Eliseu Padilha; Yunes foi preso temporariamente durante a Operação Skala, que apura se a empresa Rodrimar foi beneficiada com a edição do chamado Decreto dos Portos por meio do pagamento de propinas

Bras�lia - O Presidente em exerc�cio Michel Temer e o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha re�nem-se com governadores (Wilson Dias/Ag�ncia Brasil)
Bras�lia - O Presidente em exerc�cio Michel Temer e o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha re�nem-se com governadores (Wilson Dias/Ag�ncia Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

247 - O ex-assessor e amigo íntimo de Michel Temer, José Yunes, apontado pela Polícia Federal como operador do esquema de corrupção no qual o emedebista é investigado no âmbito do inquérito dos portos, contou em seu depoimento aos investigadores ter recebido um "envelope lacrado, grosso" do doleiro Lúcio Funaro a pedido do ministro Eliseu Padilha. Yunes foi preso temporariamente durante a Operação Skala, que apura se a empresa Rodrimar foi beneficiada com a edição do chamado Decreto dos Portos por meio do o pagamento de propinas.

"Como é amigo do presidente, o encontra com certa frequência fora de situações de trabalho, em São Paulo. Sobre os fatos já noticiados relativos ao recebimento de documentos de Lúcio Bolonha Funaro, a pedido de Padilha, lembra-se de que se tratava de envelope lacrado grosso, da espessura de pouco mais de dois centímetros, que não era pesado", apontou a Polícia Federal no depoimento de Yunes.

Ainda segundo o documento, Yunes afirmou que "não recebeu nenhuma caixa por parte de Funaro". "Conhecia o ministro Padilha e tem a esclarecer, que com relação à pessoa de Padilha, tinha um relacionamento amistoso, em consideração ao presidente da República. Essa foi a única vez que Padilha lhe fez esse tipo de pedido. Jamais havia recebido pedidos de outras pessoas para receber encomendas ou documentos em seu escritório".

Yunes já responde a outro processo por envolvimento no chamado "quadrilhão do PMDB". Segundo o Ministério Público Federal ele teria recebido R$ 1 milhão do doleiro Lúcio Fnaro em seu escritório de Advocacia. O dinheiro teria sido utilizado na campanha eleitoral de Michel Ttemer em 2014.

Yunes relatou, ainda, que 'conhecia o ministro Padilha e tem a esclarecer, que com relação à pessoa de Padilha tinha um relacionamento amistoso, em consideração ao Presidente da República e que essa foi a única vez que Padilha lhe fez esse tipo de pedido'. Posteriormente ele teria relatado do pedido de Padilha a Temer e este teria ficado espantado com a 'tal figura delinquencial', após saber, por meio da ferramenta de busca Google, dos escândalos envolvendo o doleiro.

 

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