Desenrola ajuda a reduzir vício em jogos, afirma Débora Freire, secretária da Fazenda

A equipe econômica do governo Lula prevê que até R$ 58 bilhões em débitos sejam renegociados

Débora Freire
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247 – Secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire afirmou nesta segunda-feira (4) que o Desenrola 2.0, voltado para renegociação de dívidas, estimula a redução do vício em apostas ao proibir o acesso de beneficiários a jogos online. A proposta vale principalmente para as pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. A equipe econômica do governo Lula prevê que até R$ 58 bilhões em débitos sejam renegociados. A entrevista foi concedida no UOL News – 2ª edição, do Canal UOL.

De acordo com a secretária, o programa diminui o endividamento de famílias e pequenos negócios, mas também coloca limite ao perdão de dívidas e aposta na negociação ativa com bancos. “Esse é um ponto bem importante do programa. Estudos nossos e de várias outras outras instituições também têm mostrado uma correlação muito alta entre famílias endividadas e o acesso às plataformas de bets. Vimos a necessidade de fazer esse condicionamento da renegociação, ou seja, a pessoa foi beneficiada pelo programa não pode acessar sites de aposta por doze meses”, pontuou Débora. 

“A partir do acesso ao programa, o que estamos fazendo é deixar essa pessoa fora do acesso a essas plataformas por doze meses. Consequentemente, entendemos que estamos gerando incentivos e auxiliando na redução do vício em jogos”, acrescentou.

A secretária destacou, ainda, que o foco do Desenrola é a renegociação, e não o perdão amplo. “O programa todo foi pensado para trazer esse alívio às famílias para resolver um problema econômico e social. Ao mesmo tempo, entendemos que a questão do perdão de dívida deve ficar restrito mesmo só um valor que a gente considera como um teto baixo para um endividamento que consideramos que pode ser perdoado. Por isso que temos esse teto de R$ 100 de perdão, visto que é preciso haver de fato um processo de renegociação para dívidas maiores”, continuou. 

“O incentivo aqui é para a necessidade de as instituições financeiras destinarem recursos para programas de educação financeira. É um programa que pode ter efeitos estruturais. As pessoas querem de fato se tornar parte desse processo de solução do problema. Por isso, o foco desse programa é a renegociação”.

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