247 – Em entrevista à emissora britânica Talk TV, o secretário do Comitê da Copa do Mundo do Catar,Hassan Al-Thawadi, admitiu – pela primeira vez – que entre 400 e 500 trabalhadores imigrantes morreram durante as obras realizadas no Catar para o Mundial. Os números são drasticamente superiores aos que vinham sendo divulgados pelo país-sede até o momento – antes em torno de 40 pessoas. As informações são da CNN.
Questionado sobre o número verdadeiro de mortes de trabalhadores como resultado do trabalho realizado no torneio, Al-Thawadi disse que “não tenho o número exato, isso é algo que tem sido discutido. Uma morte é muitas mortes, pura e simplesmente”.
Na entrevista, Al-Thawadi disse que houve três mortes relacionadas a trabalho nas construções – especificamente – dos estádios do Catar, além de outras 37 no mesmo setor, mas que foram “não relacionadas a trabalho”.
Além das mortes durante a construção dos estádios, obras de novos hotéis, pontes e infra-estrutura também vitimaram trabalhadores, chegando em torno de 400 a 500 pessoas.
Al-Thawadi também foi questionado se o número de mortos não foi um preço muito alto a pagar: “Eu diria que uma morte são pessoas demais. Muito simples. Acho que todos os anos as normas de saúde e segurança estão evoluindo, pelo menos sob nossa vista”, respondeu.
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