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Com mais de 7 milhões de casos no Brasil, ministro do Turismo diz que ‘dá para liberar’ festas com 'até 300 pessoas'

“As festas de Réveillon têm que acontecer. Não dá para liberar grandes aglomerações, mas festas com público entre 150 e 300 pessoas, sim”, disse o ministro Gilson Machado, contrariando as recomendações de especialistas da área da saúde

Ministro do Turismo, Gilson Machado defendeu que as comemorações de final de ano aconteçam no Brasil; Foto: ABr

247 - O recém-empossado ministro do Turismo, Gilson Machado, usou uma de suas primeiras entrevistas como oficial do governo para defender, em meio ao pior momento do Brasil na pandemia da Covid-19, aglomerações em festas de fim de ano de 'até 300 pessoas'.

“As festas de Réveillon têm que acontecer. Não dá para liberar grandes aglomerações, mas festas com público entre 150 e 300 pessoas, sim”, disse o ministro em entrevista ao Pânico, da Jovem Pan, contrariando as recomendações unânimes da comunidade médica e científica.

Machado ainda tentou se explicar: “A gente tem que viver a vida, não dá para morrer por antecipação. O governo teve mais de 250 infectados pela Covid-19 e ninguém morreu. Eu tive coronavírus e, graças a Deus, não tenho o que reclamar da Covid comigo. Somos solidários às perdas, mas precisamos levar a vida”.

Ontem (16), o Brasil registrou um novo recorde de casos diários: 70.574, assim como foi passada a marca de 7 milhões de casos totais.