Estudo vê resultado positivo no uso da cloroquina contra a Covid-19

Um dos infectologistas do grupo de pesquisa de Manau, que estuda os efeitos da cloroquina no tratamento à Covid-19, afirma que os pacientes tratados desta forma “se beneficiaram discretamente”

(Foto: Marcello Casal Jr / ABR)
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247 - Pesquisa travada em Manaus para testar os efeitos da cloroquina no tratamento à Covid-19 apontou uma taxa de mortalidade de 13%, contra um percentual de 18% a 20% de outros países, informa matéria da Folha de S. Paulo. O estudo preliminar é conduzido com 81 pacientes tratados com cloroquina.

O resultado foi apresentado pelo infectologista Marcus Vinícius Lacerda, da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas,nesta segunda-feira, 6. O médico afirma que os pacientes que participaram do estudo “se beneficiaram discretamente”.

As pesquisas sobre a substância apresentaram resultados positivos na França e na China, mas segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o estudos são inconclusivos por não terem seguido os protocolos científicos mais rigorosos.

Lacerda, porém, ressaltou que, apesar das conclusões serem preliminares, os resultados reforçam a continuidade do tratamento com cloroquina. “Apesar de esse benefício não ser tão superior, houve algum pequeno benefício. A gente vai continuar incluindo pessoas no uso de cloroquina”, disse o infectologista.

O médico trabalha no hospital Delphina Aziz, na capital do Amazonas, que passou a atender exclusivamente pacientes com Covid-19 ou sob suspeita de infecção. No Estado, até o dia 5 de abril, haviam sido registrados 417 casos e 15 óbitos.

O tratamento

A pesquisa dividiu os pacientes em dois grupos, com doses diferentes de cloroquina. O medicamento tem efeitos antiinflamatórios e é usado para tratar malária, doença comum na Amazônia.

O infectologista do Delphina Aziz afirma que a conclusão do estudo é que uma dosagem muito alta do remédio, como é aplicada na China, “tem mais toxicidade e levou mais pacientes para internação” e “pode dar arritmias graves e levar à morte”. Por isso, estão optando por uma dosagem mais baixa, ao estilo do que está sendo feito nos Estados Unidos.

Ele reforçou a tese da OMS de que os resultados ainda são inconclusivos e que uma pesquisa como essa pode levar até um ano para se concluída.

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