Presidente da Anvisa diz que informações sobre adenovírus replicante "constam nos documentos da Sputnik V"

"A Anvisa foi acusada de mentir", reclamou o presidente da agência, Antônio Barra Torres

Antônio Barra Torres
Antônio Barra Torres (Foto: Reprodução)
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247 - O presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Antônio Barra Torres, em pronunciamento nesta quinta-feira (29), rebateu declaração da equipe responsável pela vacina russa Sputnik V que, em nota, disse que a agência tomou decisão "política" ao recusar a importação do imunizante.

A equipe da Sputnik V ainda negou que o imunizante tenha qualquer adenovírus replicante em sua formulação. 

Barra Torres disse que a agência se pautou pelas informações fornecidas pelos desenvolvedores. "A Anvisa foi acusada de mentir. As informações sobre a presença de adenovírus replicantes constam nos documentos entregues à Anvisa pelo desenvolvedor da vacina Sputnik V".

Na prática, a entrevista coletiva de membros da Anvisa desta quinta-feira teve como objetivo provar, na visão da agência, que há sim adenovírus replicantes na Sputnik V, ao contrário do que sustentam os desenvolvedores, e que a taxa de adenovírus replicantes do imunizante em questão é 300 vezes maior do que a permitida pelo FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador dos Estados Unidos. O FDA, segundo o gerente-geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, é a agência reguladora mais flexível na aceitação de adenovírus replicantes em vacinas.

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