247 – O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que o colegiado investiga o funcionamento de dois “comandos paralelos” no governo federal que teriam interferido nas ações de enfrentamento à pandemia. Segundo ele, além do Ministério da Saúde, este tipo de ingerência também teria acontecido no Ministério da Comunicação.
“Depoimentos do Mandetta (ex-ministro Luiz Henrique Mandetta) e do Teich (ex-ministro Nelson Teich) indicaram a existência desse Ministério paralelo na Saúde. O Queiroga demonstrou insegurança por comandar o Ministério da Saúde e ter indicações distintas do Palácio do Planalto. Então passou a ser um dos focos da CPI a existência desse comando paralelo. Claramente tem 2 tipos de comando, um baseado na ciência, e um outro comando existente, ao que parece, no Palácio do Planalto, baseado na tese da imunidade de rebanho, com o custo que isso tem acarretado à população brasileira”, disse Randolfe em entrevista à Globo News, de acordo com o UOL.
Para o parlamentar, o depoimento de Fábio Wajngarten, do ex-secretário executivo do Ministério da Comunicação poderá apontar o comando paralelo na pasta.
De acordo com Randolfe, o comando paralelo no Ministério da Comunicação pode ser revelado por Fabio Wajngarten, ex-secretário executivo da pasta, que será ouvido na CPI amanhã. “Esse depoimento para nós é central. Versará sobre vacinas e trará elementos que nos indicam a existência de um gabinete paralelo de comunicação, que atuou nesse período de pandemia”, destacou Randolfe. O depoimento de Wajngarten está marcado para esta quarta-feira (12).
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