247 – O Ministério da Defesa afirmou em ofício à CPI da Covid que começou a produzir cloroquina para o tratamento da Covid a pedido do Ministério da Saúde, mas documentos enviados à comissão pela própria pasta mostram que o processo de compra de insumos ocorreu antes que a droga passasse a ser orientada para o tratamento de pacientes graves e um dia antes de Jair Bolsonaro anunciar a medida.
O ofício encaminhado pela Defesa, assinado pelo ministro Walter Braga Netto, diz que se iniciou a produção de comprimidos de cloroquina a pedido do Ministério da Saúde, ainda na gestão de Luiz Henrique Mandetta, informa o G1.
Mas os documentos mostram que a primeira dispensa de licitação para a compra dos insumos a fim de viabilizar a produção dos comprimidos de cloroquina no Exército ocorreu no dia 20 de março e os empenhos de pagamento foram feitos no dia 23. Somente no dia 27 a Saúde editou a nota que recomendava o uso de cloroquina apenas em pacientes com a forma grave da Covid-19, informa O Globo.
O uso da estrutura do Exército para a fabricação e distribuição de cloroquina durante a epidemia de Covid-19 é um dos temas investigados pela CPI e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
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