247 – Diante do que falou em depoimento à CPI da Covid no Senado, o ex-ministro da Saúde e general Eduardo Pazuello pode responder a ao menos quatro processos, dois criminais e um cível. O general isentou Jair Bolsonaro de todas as suas decisões e chamou a responsabilidade pelas medidas tomadas em relação à pandemia do novo coronavírus.
Com o que disse, ele pode ser processado por prevaricação, por falso testemunho, por crimes contra a saúde pública e por improbidade administrativa, conforme análise feita por advogados consultados pelo jornal El Pais.
A reportagem ressalta, no entanto, que “iniciar essas ações contra o ex-ministro não caberia aos senadores da CPI, mas ao procurador-geral, Augusto Aras, e outros membros do Ministério Público Federal”.
Aras, todavia, apesar do desgoverno em relação à pandemia, que já dura há 15 meses no Brasil, ainda não tomou nenhuma medida para responsabilizar o governo federal pelo caos sanitário que se encaminha para 500 mil mortes oficiais em relação à doença. Na contramão disto, Aras já pediu investigação de Pazuello sobre sua omissão na crise de Manaus.
Pazuello blinda Bolsonaro por não intervenção em Manaus
Em depoimento na CPI da Covid, nesta quinta-feira, 20, o ex-ministro Pazuello afirmou que foi “decidido na reunião” ministerial a não intervenção do governo federal em Manaus (AM) quando faltou oxigênio em unidades de saúde na capital.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, questionou o general se Jair Bolsonaro foi quem tomou a decisão. Pazuello preferiu não citar nomes.
“Essa decisão não era minha. Foi levada à reunião de ministros com o presidente. O governador se justificou e foi decidido pela não intervenção”, disse Pazuello.
Logo no começo da CPI, ao ser questionado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) sobre a inação do governo federal, Pazuello responsabilizou a secretaria de Saúde do Amazonas e a empresa White Martins.
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