247 – Senadores da CPI da Covid questionaram o diretor-executivo da Prevent Senior, Pedro Benedito Batista Júnior, sobre a relação da operadora de saúde com o chamado gabinete paralelo. Ele preferiu se esquivar das perguntas acerca da supostos contatos entre a operadora e o “núcleo” do governo responsável pela aplicação de medidas contrárias a recomendações da ciência para o tratamento de diagnosticados com a Covid-19. A operadora ocultou mortes de pacientes com a doença durante estudo para testar a eficácia da hidroxicloroquina, associada à azitromicina.
“Nenhuma relação (com o gabinete parelelo)”, disse Batista ao ser questionado pelo relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL). “As pessoas que estão assistindo a essa CPI estão sem acreditar…”, continuou Renan. “A Prevent Senior não é um plano de saúde, é um plano macabro de mortes e tinha a pretensão de mudar a medicina do mundo”, complementou.
“O senhor não tem condição de ser médico”, afirmou o senador Otto Alencar (PSD-BA). “Isso é uma fraude”, afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE) sobre o estudo.
O depoente também se esquivou de responder a perguntas sobre a médica Nise Yamaguchi, defensora do tratamento precoce e suspeita de ser o elo entre o gabinete paralelo e a Prevent Senior. “Ela procurou a minha pessoa para entender o que estava acontecendo”, afirmou o dirigente.
O senador Renan Calheiros questionou por que Jair Bolsonaro comemorou resultados do estudo antes de a pesquisa ser divulgada. “Como se deu a aproximação com membros do governo?”, complementou. “Não houve qualquer aproximação com membros do governo”, respondeu o diretor.

“Está com graça aqui. Está fazendo onda. Está enrolando”, afirmou o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), ao questionar quantas pessoas diagnosticadas com a Covid-19 foram hospitalizadas na Prevent Senior durante a pandemia. “Cerca de 18 mil”, respondeu Batista.
“Desses 18 mil, quantos óbitos?”, continuou Aziz. “Não tenho a informação”, disse o diretor. “Deveria ter. Sabia que vinha à CPI e devia ter”, disse o parlamentar.
O senador Rogério Carvalho (PT-SE) pediu que o relator solicite à Prevent Senior a relação dos pacientes que receberam alta. “Queria que o senhor solicitasse os pacientes que receberam alta de que forma. Por óbito? Como receberam alta?”, perguntou o parlamentar.
“O senhor está mentindo”, disse o petista após o diretor negar a existência de tratamento precoce pela operadora.
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