"Igrejas hoje no Brasil são fachada religiosa para o comércio de falsa fé", diz Pedro Cardoso

O ator Pedro Cardoso apontou "inconsistência da lógica jurídica" no Brasil após Jair Bolsonaro vetar o perdão bilionário às igrejas e, ao mesmo tempo, pedir ao Congresso Nacional que derrube seu próprio veto. Artista também afirmou que as igrejas fazem um "comércio de falsa fé"

Pedro Cardoso
Pedro Cardoso (Foto: Reprodução)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - O ator Pedro Cardoso apontou "inconsistência da lógica jurídica" no Brasil após Jair Bolsonaro vetar o perdão bilionário às igrejas e, ao mesmo tempo, pedir ao Congresso Nacional que derrube seu próprio veto. De acordo com o artista, as "igrejas hoje no Brasil são fachada religiosa para o comércio de falsa fé".

"Se seria crime - seja qual for - o chefe do executivo sancionar a lei, como pode não ser crime que congressistas a tenham aprovado? E como poderá não ser crime que venham a derrubar o veto que vetou lei criminosa? E mais: se Messias vetou a lei para não cometer crime, como pode não ser crime que ele diga que, se congressista fosse, vetaria o veto dele mesmo?", questionou ele no Instagram. 

Em sua postagem, o ator afirmou que as eleições se tornaram apenas "arena para o convencimento dos eleitores". "Obtidos os cargos eletivos, os políticos e as elites que os sustentam através da corrupção – mais das vezes, disfarçada de doação eleitoral, suprema hipocrisia! -, fecham-se entre si e governam contra o povo, contra a vontade popular, contra a democracia".

Ver essa foto no Instagram

Bom dia. No UOL: Messias veta a parte da lei que desobriga as igrejas a pagar tributos. O projeto é obra de David Soares, filho de R. R. Soares, o dono de umas das igrejas com maior dívida. Messias explica que vetou a lei por temer cometer crime que justificaria o seu impedimento, segundo disse o Guedes, mas sugeriu que o congresso derrube o veto dele. A parte a questão em si, o q me alarmou é a inconsistência da lógica jurídica em que vivemos. Se seria crime - seja qual for - o chefe do executivo sancionar a lei, como pode não ser crime que congressistas a tenham aprovado? E como poderá não ser crime que venham a derrubar o veto que vetou lei criminosa? E mais: se Messias vetou a lei para não cometer crime, como pode não ser crime que ele diga que, se congressista fosse, vetaria o veto dele mesmo? Dirão os experts que sou ignorante. Políticos saberão explicar a coerência desse absurdo. Claro. Quem faz as leis as faz para se defenderem da autêntica vontade popular; e não para fazê-la soberana. As eleições vêm se tornando apenas a arena para o convencimento dos eleitores. Obtidos os cargos eletivos, os políticos e as elites que os sustentam através da corrupção - mais das vezes, disfarçada de doação eleitoral, suprema hipocrisia! -, fecham-se entre si e governam contra o povo, contra a vontade popular, contra a democracia. Sendo, como somos, um país rico, porque o povo é pobre? Onde está a riqueza evidente do país? C’as elites e na corja de políticos que as servem. E hoje, os donos das igrejas sem deus são parte recém chegada dessa elite. Igrejas são um negócio da China, ou da Itália, da Alemanhã, da Rússia, da Inglaterra, da França... Eu bem seria a favor de proteger as igrejas das ganâncias fiscais do Estado se as Igrejas não tivessem se tornado empresas que vendem falso conforto espiritual; panacéia de misticismo vulgar operado por ignorantes desonestos que tomam ao povo 10% de tudo o que ganham e organizam uma economia entre eles que devolve a esse povo uns porcentos do que eles mesmos colocam na mão das igrejas. Igrejas hoje no brasil são fachada religiosa para o comércio de falsa fé. Esse é o assunto.

Uma publicação compartilhada por Pedro Cardoso (@pedrocardosoeumesmo) em

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247