Antes da demissão, Funchal pediu que o mercado pressionasse o governo contra furo no teto de gastos

O agora ex-secretário especial do Tesouro e Orçamento disse que a ala política do governo fazia uma pressão muito grande para que se financiasse o novo programa social do governo por meio de um estouro no teto

www.brasil247.com - Bruno Funchal
Bruno Funchal (Foto: Ministério da Economia)
Siga o Brasil 247 no Google News

247 - Antes de pedir demissão nesta quinta-feira (21), o secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, em reunião com gestores de recursos promovida pela XP Investimentos em São Paulo, relata Malu Gaspar, no jornal O Globo, pediu para que o mercado pressionasse o governo Bolsonaro contra um possível furo no teto de gastos.

À época, ele já sabia que para bancar o Auxílio Brasil, novo Bolsa Família, com o objetivo de ganhar apoio popular em ano eleitoral, Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, abririam mão de cumprir o teto de gastos.

De acordo com gestores que participaram do encontro, Funchal disse que a ala política do governo fazia uma pressão muito grande para que se financiasse o novo programa social do governo por meio de um estouro no teto. 

PUBLICIDADE

Funchal, então, pediu "expressamente" que o mercado mobilizasse formadores de opinião para "formar uma estratégia para defender o fiscal".  

O então secretário também avisou que o auxílio não se estenderia somente até o início de 2022, e sim até depois da eleição presidencial.

PUBLICIDADE

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

PUBLICIDADE

Cortes 247

PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email