BNDES pretende sabotar venda de ativos da JBS

Em evento no aniversário de 65 anos do BNDES, Paulo Rabello de Castro, presidente do banco estatal, deu a entender que a instituição não planeja vender sua parte na JBS; para o BNDES, que tem uma fatia de 21% na empresa de proteína animal, a JBS estaria "sub-avaliada'

Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 06/05/2010. Prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro. - Crédito:PAULO VITOR/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:56876
Brasil, Rio de Janeiro, RJ. 06/05/2010. Prédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio de Janeiro. - Crédito:PAULO VITOR/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:56876 (Foto: Charles Nisz)

247 - Acionista minoritário da companhia, o banco estatal se engaja no esforço do governo para atrapalhar a vida do empresário Joesley Batista, que delatou Michel Temer. Em evento de comemoração pelos 65 anos do BNDES, o presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, deu a entender que, no momento, a instituição não vai vender sua fatia na JBS, pois companhia estaria subavaliada.

"É a situação mais delicada, que está em exame. O momento mais adequado para se fazer uma alienação de ativos é quando a situação desse ativo está boa na curva de preço e não quando está subavaliado. Essa empresa a que você se referiu está passando por um momento muito delicado. E nós somos acionistas extremamente relevantes, então, este é o momento de unir esforços para defender empregos e o faturamento da empresa", disse Rabello a jornalistas.

Com 21% do capital votante da empresa, o BNDES tem uma cadeira no Conselho de Administração da empresa. O BNDES apoiou o grupo JBS, por meio da BNDESPar (braço de participações do banco), com injeção de R$ 8,1 bilhões por meio da compra de ações ou debêntures, entre 2007 e 2010. O objetivo era viabilizar a aquisição de empresas no exterior. Tal ação fez da JBS a maior processadora de proteína animal do mundo.

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