Diretora do FMI defende cotas para acelerar inclusão das mulheres no mercado

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, defendeu nesta terça-feira (7) a existência de cotas de gênero para apoiar a inclusão feminina no mercado de trabalho, já que, caso contrário, a participação das mulheres não avançará rápido o suficiente; "Costumava pensar que era ofensivo contar com cotas de gênero. Até que olhei para a evolução demográfica e percebi que não avançava suficientemente rápido. Por isso, sou a favor das cotas", afirmou Lagarde em uma conferência no Centro de Estudos Estratégicos Internacionais (CSIS) em Washington

International Monetary Fund Managing Director Christine Lagarde gestures as she speaks about the global economy at the Johns Hopkins School of Advanced International Studies in Washington April 2, 2014. The European Central Bank should ease monetary polic
International Monetary Fund Managing Director Christine Lagarde gestures as she speaks about the global economy at the Johns Hopkins School of Advanced International Studies in Washington April 2, 2014. The European Central Bank should ease monetary polic (Foto: Giuliana Miranda)

Da EFE

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, defendeu nesta terça-feira (7) a existência de cotas de gênero para apoiar a inclusão feminina no mercado de trabalho, já que, caso contrário, a participação das mulheres não avançará rápido o suficiente.

"Costumava pensar que era ofensivo contar com cotas de gênero. Até que olhei para a evolução demográfica e percebi que não avançava suficientemente rápido. Por isso, sou a favor das cotas", afirmou Lagarde em uma conferência no Centro de Estudos Estratégicos Internacionais (CSIS) em Washington.

Lagarde citou uma lei francesa que obriga que 40% dos conselhos de direção das empresas sejam mulheres. Primeira a mulher a comandar o FMI em mais de 70 anos de história do órgão, ainda afirmou que os Produtos Internos Brutos (PIB) dos países crescem quando as diferenças de gênero diminuem.

A ex-ministra francesa disse que, desde que assumiu o cargo de diretora-gerente do FMI em 2011, reforçou que o "empoderamento econômico das mulheres no mundo deve ser uma prioridade".

"Se 50% da humanidade não tem acesso ao trabalho, esse é um problema macroeconômico. Em alguns casos, as barreiras culturais são enormes", disse Lagarde no evento, realizado na véspera da comemoração do Dia Internacional da Mulher.

A ex-ministra criticou os Estados Unidos por serem o único país desenvolvido onde não há licença maternidade, algo que considerou como um mecanismo "vital" para encorajar a participação da mulher no mercado de trabalho a longo prazo".

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247