Dono da Natura defende impeachment de Bolsonaro, mas critica volta de Lula

Pedro Passos afirma que Jair Bolsonaro é "inaceitável" e que Luiz Inácio Lula da Silva é "indesejável"

Pedro Passos, presidente do Conselho de Administração da Natura.
Pedro Passos, presidente do Conselho de Administração da Natura. (Foto: IPT/Divulgação)
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247 – O empresário Pedro Passos, dono da Natura, defendeu o impeachment de Jair Bolsonaro e a construção de uma "terceira via" em 2022, para evitar a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Talvez nunca tenhamos passado por uma situação tão difícil, que soma uma série de crises: sanitária, econômica e política. Até o fim do ano, podemos talvez estar mais livres da parte crítica da pandemia. Por outro lado, o agravamento da situação econômica é evidente, todos os cenários com projeção de PIB para baixo, inflação alta e um cenário muito crítico proporcionado pela política. A situação de empobrecimento do país é muito grave e vamos ter de conviver com alta volatilidade até o calendário eleitoral definir o que acontecerá", disse ele, em entrevista a Ivan Martinez-Vargas, no Globo.

Na sua entrevista, ele afirma que Jair Bolsonaro é "inaceitável" e que Luiz Inácio Lula da Silva é "indesejável". "Enquanto Bolsonaro estiver no poder, vai continuar polarizando, causando bastante confusão. Isso vai tornar o cenário econômico brasileiro muito ruim", afirmou. "Devemos lutar por uma alternativa que saia da polarização entre o que é inaceitável, a reeleição de Bolsonaro, e o que é indesejável, a reeleição do Lula. Por razões diferentes: um (Bolsonaro) porque não é democrata, é perigoso, não tem programa, não tem empatia com a população. O outro (Lula) porque traz uma agenda velha, de atraso, de intervenção econômica", afirma.

Passos também defendeu o impeachment. "Os elementos para um impeachment estão aí, as evidências de crimes de responsabilidade estão presentes. Do ponto de vista jurídico, não teria dúvida. Do ponto de vista político é uma avaliação difícil. Há uma base de deputados e senadores que tiram vantagem da situação e negociam com o governo para a manutenção do status quo", afirmou.

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