Em meio ao avanço da Covid-19, Brasil fecha recorde de 860.503 vagas formais de trabalho em abril

Apenas em abril, foram fechadas 860.503 vagas, pior resultado para todos os meses desde pelo menos 2000. Em março, houve perda de 240.702 vagas

Carteira de trabalho
Carteira de trabalho (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
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Reuters - O Brasil fechou 763.232 vagas formais de trabalho no período de janeiro a abril de 2020, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira, no pior desempenho para o período na série disponibilizada pelo Ministério da Economia, com início em 2010.

Apenas em abril, foram fechadas 860.503 vagas, pior resultado para todos os meses desde pelo menos 2000, segundo série da Refinitiv, num reflexo do agravamento da crise com o coronavírus no primeiro mês cheio das medidas de distanciamento social implementadas para frear as infecções. Em março, houve perda de 240.702 vagas.

Esta foi a primeira divulgação do Caged no ano. Em janeiro e fevereiro, houve abertura líquida de 113.155 e 224.818 postos, respectivamente.

A performance no quadrimestre fez o país encerrar o período com 38,046 milhões de empregos formais, patamar mais baixo desde 2011 (36,824 milhões).

Em nota, o Ministério da Economia indicou que o resultado teria sido ainda mais grave sem o programa do governo de pagamento de benefícios para os que têm jornada reduzida ou contrato de trabalho suspenso. A estimativa é que foram preservados 8,1 milhões de empregos por meio da iniciativa.

Na análise setorial, o setor mais atingido pela crise foi o comércio, com fechamento de 342.748 postos de janeiro a abril. Aparecem em seguida o setor de serviços (-280.716), indústria (-127.886) e construção civil (-21.837). A agricultura, por outro lado, viu abertura de 10.032 postos no acumulado do ano.

O anúncio dos números havia sido suspenso pelo governo, sob o argumento de que as empresas vinham enfrentado dificuldades no repasse de informações, depois que o governo concentrou o sistema de registro no eSocial.

No final de março, o Ministério da Economia afirmou ainda que o cenário de pandemia vinha dificultando a autorregularização pelas empresas.

Por Marcela Ayres

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