247 – As autorizações de exportação de produtos da indústria de defesa somaram US$ 1,815 bilhão entre janeiro e junho de 2026, informou o governo federal em comunicado nesta quarta-feira (1). O volume supera o registrado no mesmo período de 2025, quando o total chegou a US$ 1,404 bilhão, representando expansão de 29%. Os produtos deste setor estratégico pelo conteúdo tecnológico e capacidade de geração de divisas alcançam cerca de 150 países, com participação de aproximadamente 130 empresas exportadoras, apontaram estatísticas divulgadas pelo Ministério da Defesa.
De acordo com a pasta comandada pelo ministro José Múcio, entre os principais itens exportados estão aeronaves e componentes, armamentos leves, munições, explosivos, bombas e serviços de engenharia de alto valor tecnológico.
O ministério atribuiu o crescimento a ações de fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID), com iniciativas voltadas à ampliação da competitividade internacional. Entre as medidas, estão melhorias em mecanismos de financiamento, promoção comercial em feiras internacionais e articulação com o setor produtivo.
O secretário de Produtos de Defesa, Heraldo Luiz Rodrigues, afirmou que o desempenho reflete um esforço contínuo de estruturação do setor.
“Avançamos em diversas iniciativas estruturantes, como o aprimoramento dos mecanismos de financiamento, a intensificação da promoção comercial em feiras e encontros com a indústria, a publicação da portaria que regulamenta as exportações na modalidade governo a governo e o lançamento do catálogo de produtos de defesa, que confere maior visibilidade às capacidades nacionais”.
Diplomacia e abertura de mercados
Segundo o Ministério da Defesa, a ampliação das exportações também passou por ações de diplomacia econômica e missões internacionais. O secretário destacou a participação de autoridades brasileiras em agendas no exterior como fator de estímulo a novos acordos.
“As visitas oficiais conduzidas pelo ministro José Mucio à Argentina, Suécia, Finlândia e Chile foram fundamentais para ampliar o diálogo de alto nível e abrir novas frentes de cooperação e negócios”.
O governo também informou que foram intensificadas as ações para reduzir entraves ao comércio exterior, com eventos técnicos e articulação com instituições financeiras para ampliar crédito, seguros e garantias às exportações do setor.
Parcerias institucionais e projeções
A Secretaria de Produtos de Defesa mantém cooperação com órgãos como o Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, ApexBrasil, Abimde, Simde, ABGF, BNDES e Banco do Brasil.
Para o segundo semestre, está prevista uma missão empresarial voltada a mercados estratégicos, com foco na ampliação de contratos internacionais e consolidação do crescimento das exportações da indústria de defesa brasileira.

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