247 – O governo central encerrou setembro com um déficit primário de R$14,5 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Tesouro Nacional. O resultado, embora melhor que o previsto por analistas, representa um aumento expressivo em relação ao mesmo período de 2024, quando o saldo negativo foi de R$5,17 bilhões.As informações foram publicadas pela agência Reuters.
Segundo o Tesouro, a arrecadação líquida — que desconta as transferências para governos estaduais e municipais — somou R$172,37 bilhões, um incremento real de apenas 0,6% na comparação anual. Já as despesas totais atingiram R$186,87 bilhões, uma alta de 5,7% frente ao mesmo mês do ano anterior.
O desempenho reflete as dificuldades do governo em conter os gastos obrigatórios e sustentar o equilíbrio fiscal diante do cenário de desaceleração econômica. Ainda assim, o déficit ficou abaixo das projeções de mercado, que esperavam um rombo superior a R$15 bilhões.
De acordo com especialistas ouvidos pela Reuters, o aumento das despesas foi influenciado por maiores desembolsos em benefícios previdenciários e em políticas de transferência de renda. O comportamento das receitas, por outro lado, manteve-se estável, refletindo o arrefecimento da atividade econômica no terceiro trimestre.
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