Previsto para maio, leilão de privatização da Eletrobras deve ser adiado

Relator do processo no TCU qe analisa a privatização de seis distribuidoras da Eletrobras, ministro José Múcio Monteiro, afirmou que o tema deve ser levado ao plenário do órgão de controle daqui a um mês, inviabilizando a realização do leilão no dia 21 de maio, como era  previsto; governo Temer admite que o fracasso nos planos de privatizar as seis distribuidoras que operam no Norte e Nordeste pode exigir intervenção nas empresas por parte da Aneel

Edifício da Eletrobras no centro do Rio de Janeiro 20/08/2014 REUTERS/Pilar Olivares
Edifício da Eletrobras no centro do Rio de Janeiro 20/08/2014 REUTERS/Pilar Olivares (Foto: Paulo Emílio)
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Reuters - O relator do processo no Tribunal de Contas da União (TCU) que analisa a privatização de seis distribuidoras da Eletrobras, ministro José Múcio Monteiro, afirmou nesta terça-feira que o tema deve ser levado ao plenário do órgão de controle daqui a um mês, inviabilizando a realização do leilão no dia 21 de maio, como outrora previsto.

Ele ressaltou que, antes de o TCU dar o aval à operação, o governo ainda deve responder a questionamentos do Ministério Público.

Falando a jornalistas após reunião com os ministros da Fazenda, Eduardo Guarda, do Planejamento, Esteves Colnago, e de Minas e Energia, Moreira Franco, o ministro do TCU afirmou que a unidade técnica do TCU deve levar até três semanas para fazer a análise das respostas que, depois disso, serão remetidas à procuradora-geral do Ministério Público junto ao TCU, Cristina Machado.

"Acho que dentro de um mês, um mês e pouco vamos voltar a levar isso para o plenário", disse Monteiro, acrescentando que o cronograma prévio da realização do leilão no dia 21 de maio "não tem condição".

O presidente-executivo da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., afirmou na semana passada que o leilão ocorreria em 28 de maio.

Segundo José Múcio, o Ministério Público demanda análises das distribuidoras "empresa por empresa" e algumas diligências, que não especificou.

Único membro do Executivo a falar com a imprensa, Moreira se limitou a dizer que pontos de natureza técnica serão esclarecidos pelas equipes do governo e que há confiança sobre a construção de uma solução que seja de interesse para o país.

"Não estamos tratando essa questão como se fosse uma questão política, eleitoral. É questão de reorganização financeira do setor", disse.

Membros do próprio governo já reconheceram que um eventual fracasso nos planos de privatizar as seis distribuidoras de eletricidade que operam no Norte e Nordeste pode exigir intervenção nas empresas por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Por Marcela Ayres

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