Reforma trabalhista deve derrubar arrecadação previdenciária

A reforma trabalhista, que entra em vigor neste sábado, deve reduzir a massa salarial dos brasileiros – e, portanto, também a arrecadação previdenciária; "A massa salarial pode diminuir, então a tendência é que a reforma prejudique a receita do governo", diz Clemente Ganz Lúcio, diretor do Dieese; isso significa que o rombo fiscal do governo Temer, que anda próximo à meta de R$ 159 bilhões na gestão de Henrique Meirelles, pode se tornar ainda mais agudo; ou seja: a "reforma trabalhista", vendida como panaceia por Michel Temer, piora as contas da Previdência

O ministro da Fazenda do Brasil, Henrique Meirelles (à esquerda) ao lado do presidente Michel Temer durante evento em Brasília 11/07/2017 REUTERS/Adriano Machado
O ministro da Fazenda do Brasil, Henrique Meirelles (à esquerda) ao lado do presidente Michel Temer durante evento em Brasília 11/07/2017 REUTERS/Adriano Machado (Foto: Leonardo Attuch)
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247 – Uma reportagem especial de Ricardo Balthazar e Natália Portinari, publicada neste sábado na Folha de S. Paulo, descobre o óbvio: a reforma trabalhista deteriora as contas da Previdência.

"Muitos especialistas projetam que, com as mudanças, a reforma põe em xeque o futuro da arrecadação previdenciária do governo federal. O trabalhador intermitente, por exemplo, ganha por horas, dias ou meses sem continuidade. O rendimento tributável pode ser menor que um salário mínimo por mês", dizem os jornalistas.

"A massa salarial pode diminuir, então a tendência é que a reforma prejudique a receita do governo", diz Clemente Ganz Lúcio, diretor do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Isso significa que o rombo fiscal do governo Temer, que anda próximo à meta de R$ 159 bilhões na gestão de Henrique Meirelles, pode se tornar ainda mais agudo.

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