Pequenos negócios ganham centralidade na agenda sustentável da COP30

Painéis do Sebrae na Green Zone discutem igualdade de gênero, ESG e tecnologia para impulsionar 22 milhões de micro e pequenas empresas brasileiras

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247 – Um dos debates mais concorridos da Green Zone da COP30 nesta segunda-feira (17) colocou os pequenos negócios no centro da transição climática. As informações são da cobertura oficial do Sebrae, que organizou o painel “Crescimento sustentável para pequenos negócios” com foco nos desafios enfrentados pelas 22 milhões de micro e pequenas empresas brasileiras — responsáveis por quase 27% do PIB. Coube a Ana Acioly, do gabinete da Diretoria de Administração e Finanças do Sebrae, abrir a conversa provocando a plateia: “Como os pequenos podem ser protagonistas da sustentabilidade e da inovação?”

A discussão também destacou a dimensão de gênero no enfrentamento da crise climática, tema apresentado por Marina Barros, diretora do Instituto Alziras. Ela lembrou que, embora as mulheres estejam altamente presentes na criação de negócios inovadores, ainda encontram obstáculos estruturais para avançar. “Elas são mais impactadas pela crise climática e ainda menos representadas nos espaços de decisão. A transição precisa ser justa para as mulheres empreendedoras”, afirmou.

Na sequência, o presidente da ABNT, Mário William Esper, explicou o crescimento das normas técnicas aplicáveis aos pequenos empreendimentos e detalhou o Selo ESG Sebrae, lançado em julho. A certificação reúne 42 critérios, entre eles diretrizes formais para relatórios de sustentabilidade. Segundo ele, “a certificação amplia a competitividade dos pequenos negócios e abre portas para mercados mais exigentes”.

A governança como coluna central da agenda ESG foi destacada por Velma Gregório, CEO da Ogui Consultoria. Ela reforçou que a sustentabilidade empresarial não deve ser vista como pauta exclusiva de grandes companhias. “ESG é para pequenos. O que muda é o olhar sobre o próprio negócio”, disse. Velma também sublinhou o papel da tecnologia para apoiar gestão ambiental, citando ferramentas do Sebrae que ajudam empreendedores a medir pegada de carbono e organizar práticas sustentáveis — caminhos que podem facilitar o acesso a financiamentos verdes.

Outro momento de destaque foi a apresentação da plataforma esg.sebrae.com.br, realizada por Jaqueline Souza, diretora da Biud Tech. O portal utiliza dados e inteligência artificial para orientar pequenos negócios em sua jornada ESG e validar certificações nos níveis Bronze, Prata, Ouro e Diamante. Como descreveu Jaqueline, “a plataforma oferece diagnóstico, orientações e integração com normas da ABNT, facilitando o avanço sustentável”.

O painel ganhou um encerramento simbólico com a presença da embaixadora do Programa Sebrae Delas, Luiza Brunet, que ressaltou a força do empreendedorismo feminino para a agenda climática. “O Sebrae impulsiona mulheres de todos os biomas a transformarem suas ideias em negócios sustentáveis e rentáveis”, afirmou. Ela ainda chamou atenção para a vulnerabilidade das mães solo e para a necessidade de políticas públicas e redes de apoio permanentes.

A programação do Sebrae na COP30 seguiu intensa ao longo do dia. Também nesta segunda-feira (17), o estande da instituição sediou o Painel 31, “Os Pequenos Negócios nas NDCs”, reunindo representantes do ITC, BID e da PayGas Holding para debater o papel das micro e pequenas empresas no cumprimento das metas climáticas brasileiras. O foco esteve na descarbonização e nos setores estratégicos que movem a economia nacional. Ainda estão previstos debates sobre Moda da Amazônia e o painel “Small Business, Big Policy Impact”, ampliando a agenda voltada ao empreendedorismo sustentável.

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Cortes 247

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