Federação Paulista pressiona e presidente do Santos recua sobre paralisação do futebol

No início do mês, diante do avanço da Covid-19 em todo o País, o presidente do Santos, Andrés Rueda, se colocou contra a volta do futebol, mas recuou nesta semana após pressão da Federação Paulista de Futebol (FPF)

Andres Rueda
Andres Rueda (Foto: Divulgação)
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247 - Após ser pressionado pela Federação Paulista de Futebol (FPF) e por dirigentes do Santos, o presidente do clube, Andrés Rueda, mudou de posição e, após reunião com o presidente da federação, Reinaldo Carneiro Bastos, defendeu a continuidade do Campeonato Paulista, segundo a Folha de S. Paulo.

Carneiro Bastos teria dito para Rueda que, sem futebol, seria impossível para a entidade cumprir o repasse das cotas de TV - como ocorreu durante a última paralisação da competição, entre março e julho de 2020. 

Também, disse que não poderia cumprir com eventuais ajudas pontuais ao clube, que atravessa grave crise financeira. O antecessor de Rueda, Orlando Rollo, conseguiu, em outubro, junto à FPF, uma ajuda financeira, com a qual a federação se comprometeu a adiantar quase R$ 1,5 milhão a que o clube tinha direito proveniente de patrocínios do estadual.

Segundo a Folha, Rueda também foi pressionado por dirigentes do Comitê Gestor do Santos, que alegaram que o clube perderia milhões com a paralisação do futebol, além de se indispor com a FPF.

Na terça-feira, 16, em reunião com integrantes da federação, representantes de sindicatos de atletas, árbitros e treinadores e dirigentes dos clubes, todos concordaram com a manutenção do Campeonato.

Santos queria paralisação do futebol

Antes de ser chantageado com questões financeiras, Rueda havia dito à Folha, no início do mês de março, que a paralisação do futebol no Brasil ‘dói’, mas precisa ser feita. "Com dor no coração, a situação está nos assustando muito, estamos perdendo a sensibilidade, falamos de vidas que não têm sentido de serem perdidas. Qualquer medida para salvar uma vida vale”, disse ao defender a suspensão das competições.

"É uma opinião pessoal muito minha”, prosseguiu na época. "O Santos cumpre os protocolos, mas praticamente o elenco inteiro já pegou. Seria mais prudente, embora doa na carne, entrarmos em um período de paralisação. Suspender o campeonato mesmo, embora as entidades tenham tomado um cuidado excelente."

"O protocolo [do futebol] é coerente, mas, mesmo assim, a coisa foge do controle de uma maneira geral. E o futebol também tem que ter uma participação no sofrimento, isso dói, mas precisamos parar", completou Rueda.

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