Bélgica, Uruguai e Croácia pulam na frente; México de Obrador no caminho do Brasil

Três seleções foram as melhores na fase de grupos: Bélgica, Uruguai e Croácia, as únicas a vencer as três primeiras partidas, das 32 participantes; a Bélgica lembra o Brasil de 1982; na segunda, a seleção brasileira enfrentará o time de um novo país, que nascerá nas urnas domingo, quando seu povo elegerá o "Lula mexicano" à Presidência; é o que escreve Mauro Lopes em sua crônica da Copa 2018 

Três seleções foram as melhores na fase de grupos: Bélgica, Uruguai e Croácia, as únicas a vencer as três primeiras partidas, das 32 participantes; a Bélgica lembra o Brasil de 1982; na segunda, a seleção brasileira enfrentará o time de um novo país, que nascerá nas urnas domingo, quando seu povo elegerá o "Lula mexicano" à Presidência; é o que escreve Mauro Lopes em sua crônica da Copa 2018 
Três seleções foram as melhores na fase de grupos: Bélgica, Uruguai e Croácia, as únicas a vencer as três primeiras partidas, das 32 participantes; a Bélgica lembra o Brasil de 1982; na segunda, a seleção brasileira enfrentará o time de um novo país, que nascerá nas urnas domingo, quando seu povo elegerá o "Lula mexicano" à Presidência; é o que escreve Mauro Lopes em sua crônica da Copa 2018  (Foto: Mauro Lopes)

Por Mauro Lopes, em seu facebook- A Bélgica passa á segunda fase da Copa como o melhor time do torneio, ao lado do Uruguai e Croácia -dentre os 32 participantes, apenas os três times venceram todos os três jogos da primeira fase. Pegaram times fracos? Sim, mas todo mundo pegou.

Mais importante que a tríplice vitória dos diabos vermelhos, da celeste e dos quadriculados foi a qualidade do futebol que apresentaram, acima dos 29 demais. Todos têm vários craques e não dependem de apenas um jogador, como outras seleções -o Brasil de Neymar, a Argentina de Messi, o Portugal de Cristiano Ronaldo são os maiores exemplos.

Das três, a que mais me encanta é a Bélgica. Tem o jeito, a pegada de uma das três melhores seleções da história do Brasil, a de 1982 (ao lado das de 1958 e 1970). Lukaku, Mertens, Dembélé, De Bruyne e Fellaini são fantásticos.

Começa o mata-mata. Dois grandes grupos que afunilarão das oitavas. as quartas, semifinais e a finalíssima. Não tem moleza em nenhum dos grupos. De um lado, Uruguai, Portugal, França, Argentina, Brasil, México, Bélgica e Japão. O outro funil tem Espanha, Rússia, Croácia, Dinamarca, Suécia, Suíça, Colômbia e Inglaterra.

O sábado já será de arrasar: França e Argentina (11h) e Uruguai e Portugal (15h). Repito o que já escrevi: são jogos nos quais pode acontecer de tudo. Arrisco um palpite latino-americano: Argentina e Uruguai passam.

Um novo México em campo na segunda-feira

O México é um velho freguês do Brasil -mas é bom não esquecer da derrota na final da Copa das Confederações de 1999. A seleção de Tite entra como óbvia favorita. Mas o time que entrará em campo na segunda será o de um novo país. Não mais o México dominado por uma direita subserviente aos Estados Unidos, como o governo golpista do Brasil; não mais o país governado por uma elite que tem ódio e menosprezo pelo povo, como a mexicana até agora e a brasileira desde a derrubada de Dilma em 2016.

No domingo, véspera do jogo, o México elegerá como seu presidente Andrés Manuel Lopez Obrador, o AMLO, que tem 50% nas pesquisas num país que não tem segundo turno. Conhecido como "Lula mexicano", Obrador anunciou que acabará com a farra das petroleiras americanas no país. O cenário mexicano é o inverso do brasileiro neste momento. Enquanto o Brasil está humilhado, saqueado pelas petroleiras internacionais com o apoio das elites locais e de seu governo corrupto, o México está finalmente ficando de pé. Rocío Nahle García, que deverá ser a ministra da Energia no governo Obrador, uma espécie de Dilma local, já avisou: “Neste primeiro de julho o povo vai terminar com a pilhagem do México" (há uma reportagem sobre isso no Brasil 247, aqui).

Sim, segunda-feira, enquanto a seleção brasileira entrará em campo como representante de um país golpeado, alquebrado, a mexicana desfilará como representante de um país que retoma seu orgulho e o melhor da tradição revolucionária de Zapata aos zapatistas.

Os mexicanos têm Vela, Lozano, Chicharito Hernández e um goleiro excepcional, Guillermo Ochoa. O Brasil tem Neymar, Casemiro, Pilippe Coutinho e Marcelo, que deverá estar recuperado até lá.

Se o Brasil vencer, e a Bélgica derrotar o Japão, que parece ser uma missão mais fácil, como se sairá a seleção de Tite contra a seleção brasileira de 1982?

A ver. 

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