Em Porto Alegre, aniversário da Caixa é marcado por ato contra privatização

A Caixa Econômica comemora 157 anos; fundado em 1861, o banco é marco no país por assumir pautas de cunho social; é o principal instrumento de financiamento de políticas públicas no Brasil; como saneamento básico, esporte e programas sociais, como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Fies, entre outros. Além disso, é o único banco totalmente público do País; "E é vital que continue assim", afirma o presidente do SindBancários em Porto Alegre, Everton Gimenis

A Caixa Econômica comemora 157 anos; fundado em 1861, o banco é marco no país por assumir pautas de cunho social; é o principal instrumento de financiamento de políticas públicas no Brasil; como saneamento básico, esporte e programas sociais, como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Fies, entre outros. Além disso, é o único banco totalmente público do País; "E é vital que continue assim", afirma o presidente do SindBancários em Porto Alegre, Everton Gimenis
A Caixa Econômica comemora 157 anos; fundado em 1861, o banco é marco no país por assumir pautas de cunho social; é o principal instrumento de financiamento de políticas públicas no Brasil; como saneamento básico, esporte e programas sociais, como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Fies, entre outros. Além disso, é o único banco totalmente público do País; "E é vital que continue assim", afirma o presidente do SindBancários em Porto Alegre, Everton Gimenis (Foto: Leonardo Lucena)

Sul 21 - Nessa sexta-feira (12), a Caixa Econômica Federal comemora 157 anos. Fundado em 1861, o banco é marco no país por assumir pautas de cunho social. Foi uma das primeiras empresas a contratar mulheres, além de ter contribuído para a alforria de nascidos escravos após a Lei do Ventre Livre e, mais tarde, após a Lei Áurea.

A Caixa é o principal instrumento de financiamento de políticas públicas no Brasil; como saneamento básico, esporte e programas sociais, como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Fies, entre outros. Além disso, é o único banco totalmente público do país. "E é vital que continue assim", afirma o presidente do Sindicato dos Bancários (SindBancários) em Porto Alegre, Everton Gimenis. Para ele, a privatização do sistema financeiro público corresponde a um desmonte dos sistemas de atendimento à população. "Mesmo quem não depende dos programas sociais conta com atividades que passam pela Caixa, como o saneamento básico. Agora, se acionistas da iniciativa privada assumirem o banco, pouco interesse terão em manter as iniciativas sociais como são hoje", explica o presidente.

Gimenis aponta para o desmonte gradual do banco. Até dezembro passado, 7.315 postos de trabalho da Caixa foram fechados no Brasil. Além disso, a redução de funcionários, a extinção de departamentos e a redução de programas sociais são algumas das chamadas medidas de reestruturação em curso, que, segundo o presidente, visam deixar o banco enxuto para uma possível venda. Além das medidas institucionais, os clientes do banco puderam observar uma diminuição da oferta de crédito e o aumento dos juros, que chegaram ao patamar dos bancos privados.

O principal argumento a favor da reestruturação seria a baixa lucratividade da Caixa. No entanto, segundo dados do SindBancários, a Caixa é responsável por 70% dos financiamentos habitacionais no país, com 355 mil unidades só em 2016. Nos primeiros meses de 2017, o lucro líquido foi de R$ 6,2 bilhões, um crescimento de 84,5% na comparação com o mesmo período de 2016. "Mas é interessante que a gente avalie o que é mais importante. A Caixa é um banco 100% público e, ainda assim, com um lucro muito representativo. Mas é isso que é o mais importante? Toda população depende da Caixa. O papel do banco público é ajudar a desenvolver a sociedade, mas isso não parece ser a prioridade deste Governo", analisa Everton.

Glênio Costa de Melo foi funcionário da Caixa durante 23 anos. Sua esposa e irmã ainda trabalham no banco. Ele era responsável pelo atendimento do público dentro do departamento de habitação. Glênio se recorda de reuniões com famílias inteiras, algumas com mais de 10 pessoas em sala, em que as pessoas se emocionavam ao assinar contratos de moradia. “Tu via na palavra, nos olhos, nos gestos. As pessoas se emocionavam de verdade porque jamis imaginaram que conseguiriam registrar seus nomes num imóvel próprio”, recorda. O bancário afirma assistir com tristeza à diminuição do papel social do país com a possível privatização da Caixa. “O Brasil é carente em iniciativas sociais, as pessoas precisam muito e cada perda nesse setor tem que ser vista com muita tristeza”.

Por conta do aniversário, funcionários se reuniram em frente à sede da Caixa Econômica na Praça da Alfândega. Observado o agrupamento, o aposentado Nicolau Pandolfo questionou o que estava acontecendo. Ele foi informado do descontentamento dos funcionários com a possível privatização. “Privatização? É sério isso? Bom saber, vou tirar todo meu dinheiro de lá”, afirmou.

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