Conheça os números-chave da devastação provocada por Israel em Gaza
247 – Os números-chave da devastação provocada por Israel durante o genocídio contra o povo palestinio em Gaza revelam destruição massiva, milhares de mortos e crise humanitária em Gaza. Segundo informações divulgadas pela emissora Al Jazeera, o território palestino chega a mil dias sob genocídio em um cenário de colapso generalizado, com ampla destruição, deslocamentos forçados e uma das maiores crises humanitárias da história recente.
De acordo com a Al Jazeera, os dados oficiais apontam que mais de 90% de Gaza foi destruída por bombardeios israelenses ao longo da guerra iniciada em outubro de 2023. O relatório também indica que cerca de 80% do território foi tomado por forças israelenses por meio de incursões terrestres, ataques e ordens de deslocamento forçado, alterando profundamente o controle e a ocupação da Faixa de Gaza.
Aproximadamente 223 mil toneladas de explosivos foram lançadas sobre Gaza, volume 16 vezes superior ao utilizado pelos Estados Unidos na bomba atômica de Hiroshima em 1945. O balanço apresentado informa ao menos 73.066 palestinos mortos, incluindo cerca de 9.500 desaparecidos, muitos possivelmente sob escombros ou com destino ainda desconhecido.
Entre as vítimas, mais de 21.500 são crianças, incluindo 1.022 bebês com menos de um ano. O levantamento também registra a morte de 262 jornalistas, 145 profissionais da Defesa Civil palestina e 928 atletas, evidenciando o impacto amplo do conflito sobre diferentes setores da sociedade civil.
A Al Jazeera também relata que, mesmo após o chamado “cessar-fogo” anunciado em outubro de 2025, ataques aéreos e de artilharia continuam ocorrendo quase diariamente. Desde então, pelo menos 1.053 palestinos foram assassinados, incluindo mais de 350 mulheres e crianças, além de mais de 3.400 feridos no mesmo período.
O cenário humanitário segue crítico, com restrições severas às fronteiras e bloqueio contínuo à entrada de suprimentos, segundo o relatório. A ONU alertou recentemente para o aumento dos riscos à população civil em áreas sem delimitação clara de controle, enquanto hospitais continuam sem funcionamento adequado por falta de insumos básicos.
Em paralelo, Israel marcou os 1.000 dias desde os ataques de 7 de outubro de 2023 com eventos e protestos internos, incluindo manifestações que criticam a condução governamental da crise e pedem uma investigação independente sobre falhas de segurança, conforme também detalhado pela Al Jazeera
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