Guerra vê Eduardo em situação complicada

Para o presidente nacional do PSDB, o governador de Pernambuco corre o risco de não emplacar seu candidato no Recife e ver apenas socialistas ligados a outros caciques saírem vencedores das urnas em outubro

Guerra vê Eduardo em situação complicada
Guerra vê Eduardo em situação complicada (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr e Arlette Pedraglio/BID)

PE247 – Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), questiona a ascensão da figura doo governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, afirmando que ele está em uma situação complicada do ponto de vista eleitoral. Para o dirigente tucano, o socialista enfrentará dificuldades para eleger o seu candidato no Recife, Geraldo Júlio, e não tem outro representante forte do seu partido em outras disputas.

“A situação dele hoje não é boa. Está ameaçado de perder no Recife; não tem o Ceará (Fortaleza); não fez papel bonito em São Paulo. E perdeu o candidato em Belo Horizonte, que hoje é do Aécio”, bateu Sérgio Guerra.

No caso do Recife, Geraldo Júlio ocupa a terceira colocação nas pesquisas sobre a intenção de votos do eleitorado e, em Fortaleza, o postulante do PSB, Roberto Cláudio, é ligado aos irmãos Gomes (o govenador Cid e o ex-ministro Ciro) e não fora escolhido por Eduardo Campos para o ingresso no pleito. Já, em Belo Horizonte, Márcio Lacerda, apesar de figurar nos quadros do PSB, tem uma ligação mais próxima com senador tucano Aécio Neves , do que com muitos de seus correligionários

Com relação à possibilidade de uma disputa entre Aécio e Campos, Sérgio Guerra disse que esse quadro só pode se consolidar se o projeto político do PT, através da presidente Dilma Rousseff ou mesmo do ex-presidente Lula, for por água abaixo. “Se houver um naufrágio no PT, sim. Mas eu não acredito nisso”, descartou.

Sobre o governo Dilma, Guerra afirmou que a presidente usa um discurso moralista para ficar bem com a opinião pública, mas ressalta que o mal andamento da economia pode enfraquece-la.

“Ela está bem com a opinião pública, com esse negócio de discurso moralista. Mas a economia está piorando a cada dia. Já não é mais impressão, é realidade. Está com um ‘PIBinho’, sem dinheiro para pagar contas. A arrecadação está caindo e as empresas estão sem querer ajudar nas campanhas”, asseverou.

 

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