México assustou no começo, mas Brasil segue em frente

"Foi a melhor atuação de Neymar na Copa. Coutinho, decisivo em outros jogos, esteve apagado. Gabriel Jesus continua muito mal, apesar da pequena melhora no segundo tempo, e arrisca perder a posição para Firmino, que entrou e fez o seu gol. William foi o melhor em campo, acordou do torpor burocrático", diz o jornalista Mauro Lopes, editor do 247

México assustou no começo, mas Brasil segue em frente
México assustou no começo, mas Brasil segue em frente (Foto: Dir.: Michael Dalder - Reuters)

Por Mauro Lopes, em seu Facebook 

O México começou o jogo no ataque, dominando e realizando jogadas agudas. A 1min45 o excelente armador Vela quase fez o primeiro gol da seleção do país de Obrador. Foi uma surpresa e um sufoco para a seleção brasileira.

Deu para ouvir, aos cinco minutos de jogo, os gritos de “olé” da torcida mexicana. Ao 13 minutos, uma vaia ensurdecedora quando o Brasil pegou na bola. E assim foi. No campo e nas arquibancadas só deu México. Aos 20 minutos, mais gritos de olé.

Só aos 24 minutos o Brasil começou a equilibrar, com uma jogada perigosa, com um bonito arranque de Neymar na área mexicana que terminou num chute defendido por Ochoa. Aos 32 minutos, outra jogada perigosa, com um chute de Gabriel Jesus dentro da grande área, mais uma vez defendido por Ochoa.

No segundo tempo, o Brasil começou melhor, abafou o México, e teve um perigoso chute de Phillipe Coutinho logo aos 2 minutos e uma pressão intensa até o gol de Neymar aos 6 minutos, no primeiro bom lance de William na Copa. Com o contra-ataque disponível, devido ao avanço do time mexicano, Paulinho quase fez o segundo gol aos 14 minutos, com outra bonita defesa de Ochoa. Aos 18 minutos, William, pela direita, arrancou um chute para outra defesa difícil de Ochoa que, à altura, era o melhor jogador em campo.

Só aos 24 minutos o México incomodou a seleção brasileira de novo, mas foi só.

Neymar mais uma vez protagonizou uma cena ridícula, uma encenação com cara de novelão mexicano. Pisado por Layún, depois de uma trombada, fora de campo, começou a rolar, bater no chão e berrar de maneira tão infantilmente dramática que não foi levado a sério por ninguém. Jogo a jogo, Neymar vai consolidando a imagem de um jogador que agride o espírito esportivo, apesar de ser um craque com a bola nos pés, quando não está contrariado.

O México, impetuoso no início, perdeu o gás depois do sufoco que não terminou no gol planejado pelo técnico Antonio Osório e, ao longo do segundo tempo, foi permitindo que a seleção brasileira dominasse o jogo sem sobressaltos. Firme na defesa e com o contra-ataque à disposição, o Brasil decidiu tudo com a arrancada fulminante de Neymar, que terminou com mais uma defesa de Ochoa, só que desta vez parcial, oferecendo o gol a Firmino, que não perdoou.

Apesar da cena ridícula, foi a melhor atuação de Neymar na Copa. Coutinho, decisivo em outros jogos, esteve apagado. Gabriel Jesus continua muito mal, apesar da pequena melhora no segundo tempo, e arrisca perder a posição para Firmino, que entrou e fez o seu gol. William foi o melhor em campo, acordou do torpor burocrático.

Agora é esperar por Bélgica.

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