Os desafios que o 5G traz consigo

(Foto: Pixabay)
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A tecnologia 5G está dando o que falar. Logo ela chega ao Brasil

O próximo passo em tecnologia de conexão à internet é o 5G, novo sistema de redes que vem para substituir o 4G e estabelecer novos parâmetros de qualidade, velocidade e estabilidade no uso da web, tanto em casa quanto nas conexões móveis.

A novidade promete estabelecer uma latência mais baixa do que nunca (a ponto de esta ser imperceptível), combinada com uma velocidade até então jamais atingida pelas redes disponíveis – até 20 vezes mais do que o 4G, por exemplo. Mesmo com redes “medianas” como o LTE, o 4G+ e o 4.5G, o 5G promete estabelecer novos padrões em qualidade de internet.

Naturalmente que novas tecnologias representam também novas necessidades, novas possibilidades e, infelizmente, novos riscos com os quais é preciso lidar constantemente – afinal, nenhuma novidade é à prova de falhas, e é preciso melhorar constantemente para oferecer um serviço que seja o máximo seguro e o mínimo arriscado para todos os usuários.

Problemas a serem resolvidos

Como acontece em qualquer nova tecnologia, é preciso lidar com uma nova gama de problemas que se apresentam. Não é nenhuma preocupação inesperada, uma vez que toda melhoria é seguida da abertura de novas brechas que podem exploradas tanto por malwares quanto por usuários mal-intencionados.

Uma série de novas vulnerabilidades aparece em novos sistemas, e suas resoluções vão sendo criadas ao longo do tempo – tanto que o próprio 4G continua recebendo atualizações de segurança e melhorias técnicas. É um procedimento padrão para qualquer novidade, e com o 5G não será exceção.

Levando em conta que o 5G está conectado diretamente ao conceito de internet das coisas – isto é, a ideia de conectar dispositivos da casa à internet, incluindo aí TV, geladeira, lâmpadas, máquinas de lavar e muitos outros – segurança se torna ainda mais prioritária.

Essa necessidade de segurança renovada deverá trazer consigo uma nova onda de inovações em áreas especializadas, começando pelas opções de conexão VPN, que podem e devem oferecer soluções que estejam de acordo com os novos parâmetros estabelecidos pelo 5G. Além disso, serviços de firewall, antivírus, certificados SSL e outros voltados para proteção de dados e 

Brasil: questão ainda vai longe

O Brasil é de longe um dos mercados mais almejados pelos países desenvolvedores de tecnologia 5G, notadamente EUA e China, cujas empresas são pioneiras no desenvolvimento da tecnologia de rede. O problema é que empresas e governos dos dois países não estão de acordo com o que será feito no cenário político-econômico mundial, e o Brasil se vê perdido em meio a essa tensão.

Os leilões de 5G já foram marcados e remarcados algumas vezes, e a atual data é a de junho de 2021. O que mais surpreende, por enquanto, é que o edital brasileiro não prevê nenhuma restrição à Huawei, empresa chinesa mais importante de 5G, algo que vinha sendo exigido pelos EUA de Donald Trump. Com a derrota do republicano nas eleições, porém, talvez a posição do Brasil de Jair Bolsonaro fique ainda mais complexa.

Guerra comercial e tecnológica

Embora o otimismo com uma internet mais veloz, mais estável e com menos latência, um ponto que preocupa tanto os futuros usuários quanto os desenvolvedores e técnicos por trás da nova tecnologia é a questão da abertura que o 5G pode proporcionar à uma vigilância indesejada, o que inclusive gera polêmicas no espectro político da coisa.

Nomes fortes por trás da tecnologia de rede, chineses e norte-americanos, principalmente, acusam uns aos outros de usar o 5G para espionar cidadãos de outros países e obter vantagens na nova guerra econômica entre as duas potências.

Em meio a esta guerra, o Brasil ainda não decidiu completamente como irá se posicionar, já que ideologicamente o país fica ainda mais perdido no atual cenário político internacional. O usuário, no fim das contas, pode ter que esperar mais do que achava para ter acesso ao 5G.

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