247 – Diante do estratosférico aumento do desmatamento no Brasil, a zona de transição entre o leste da Amazônia e o Cerrado está diante do agravamento das condições de seca severa, informa um grupo de cientistas ligados a instituições de pesquisa no Brasil e no exterior, em artigo publicado na revista Scientific Reports, e divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo.
Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), divulgado nesta quarta-feira, 2, identificou que o desmatamento na Amazônia cresceu 56,6% sob o governo de Jair Bolsonaro (PL). A Amazônia perdeu área do tamanho da Bélgica nos últimos três anos.
A área analisada pelos cientistas que publicaram na Scientific Reports é responsável por quase 12% da produção brasileira de soja — onde se situa Matopiba, que compreende porções dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
O estudo foi conduzido por pesquisadores do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), e teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) por meio de um Projeto Temático e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT-MC).
O coordenador-geral de pesquisa do Cemaden e primeiro autor do estudo, José Marengo, diz que “as condições atuais já mostram que essa região de transição entre a Amazônia e o Cerrado está sofrendo os impactos do uso da terra para expansão do agronegócio e também das mudanças climáticas”. “Esses processos podem se tornar mais intensos no futuro e impactar tanto os biomas como a produção agrícola na região do Matopiba, particularmente a soja”, argumenta.
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