La Niña tem 60% de probabilidade de se desenvolver de junho a agosto, diz órgão de meteorologia dos EUA

O fenômeno climático tende a resultar em tempo mais seco no Sul e mais úmido ao norte do Brasil

Lavoura de trigo atingida pelo La Niña na Argentina
Siga o 247 no Google Notícias Seguir no Google Notícias Adicione o Brasil 247 como fonte preferencial no Google Apoie o jornalismo independente Apoie o 247

(Reuters) – Um órgão de meteorologia do governo dos Estados Unidos projeta em cerca de 60% a chance de o padrão climático La Niña, caracterizado por temperaturas excepcionalmente frias no Oceano Pacífico, surgir na segunda metade de 2024.

Há 85% de chance de que ocorra uma transição do El Niño para o ENSO-neutro até abril-junho, informou o Centro de Previsão Climática (CPC), do Serviço Nacional de Meteorologia, em uma previsão mensal nesta quinta-feira.

No Brasil, o El Niño resultou em tempo seco no final do ano passado, quebrando a safra de soja de Mato Grosso, enquanto trouxe chuvas volumosas para o Sul, principalmente o Rio Grande do Sul. Já o La Niña tende a resultar em tempo mais seco no Sul e mais úmido ao norte.

O sul da África está sofrendo com a pior seca dos últimos anos, devido a uma combinação de El Niño — quando um aquecimento anormal das águas no leste do Pacífico irradia calor para o ar, levando a um clima mais quente em todo o mundo — e temperaturas médias mais altas produzidas pelas emissões de gases de efeito estufa.

Enquanto isso, a agência meteorológica do Japão disse na segunda-feira que havia 8% de chance de o fenômeno El Niño terminar durante a primavera do hemisfério norte.

(Reportagem de Daksh Grover em Bengaluru)

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.

Cortes 247

Participe da discussão

Ao vivo

Inscreva-se

Cobertura contínua dos principais assuntos do dia.

Hoje na TV 247 1 de Julho
Acompanhe as
últimas notícias