DCM ironiza: com Gilmar, não corremos o risco de sair do buraco

Para o jornalista Kiko Nogueira, "em qualquer país sério", Gilmar Mendes "não estaria ocupando a cadeira" em que está, na presidência do TSE; ele recorda "as grosserias e ofensas pesadas" proferidas pelo magistrado contra o relator Herman Benjamin, no julgamento desta quarta, e avalia que, "de certo modo, [Gilmar] é o homem certo na hora certa. Não para nos redimir ou dar esperança, mas para mostrar a que ponto descemos"

gilmar mendes
gilmar mendes (Foto: Gisele Federicce)

247 - "Em qualquer país sério, [Gilmar Mendes] não estaria ocupando a cadeira" em que está, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral, e ainda ministro do Supremo Tribunal Federal. A avaliação é do jornalista Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo. "Nada que esteja associado a Gilmar Mendes merece ser chamado 'superior'. É uma contradição em termos", diz ele.

"Os shows dos juízes e o casamento com a mídia fizeram um mal enorme a uma figura vaidosa como Gilmar Mendes. Ele mesmo se auto acusa ao dizer que o outro deve lhe ser grato por 'brilhar na TV'. Ora. Ninguém quer espetáculo algum, especialmente deles, e sim sobriedade, discrição e algo remotamente parecido com justiça. Mas é isso o que viraram as cortes e essas estrelas: uma coleção de Latinos achando que são Mick Jaggers", escreve o editor do DCM.

Nogueira recorda "as grosserias e ofensas pesadas" proferidas por Gilmar contra o ministro do TSE Herman Benjamin, relator no julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer, e avalia que, "de certo modo, [Gilmar] é o homem certo na hora certa. Não para nos redimir ou dar esperança, mas para mostrar a que ponto descemos". "São décadas de serviços prestados ao que o Brasil tem de pior. O TSE sacramenta Gilmar Mendes como a maior vergonha nacional", afirma.

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