Defensora de Cunha, Sheherazade deixa rádio Jovem Pan

Apresentadora alegou "motivos pessoais" e deixou desfalcada a dupla de oposição feroz ao governo Dilma e de opiniões controversas, que formava com Marco Antonio Villa; para seu lugar, a rádio estuda contratar Maria Cristina Poli e Silvia Poppovic; no último dia 16, Rachel Sheherazade publicou um texto no site da Jovem Pan em que dizia que Eduardo Cunha "se tornou o boi de piranha perfeito" e que, "até que o inquérito se torne processo judicial", ele era "apenas um investigado"

Apresentadora alegou "motivos pessoais" e deixou desfalcada a dupla de oposição feroz ao governo Dilma e de opiniões controversas, que formava com Marco Antonio Villa; para seu lugar, a rádio estuda contratar Maria Cristina Poli e Silvia Poppovic; no último dia 16, Rachel Sheherazade publicou um texto no site da Jovem Pan em que dizia que Eduardo Cunha "se tornou o boi de piranha perfeito" e que, "até que o inquérito se torne processo judicial", ele era "apenas um investigado"
Apresentadora alegou "motivos pessoais" e deixou desfalcada a dupla de oposição feroz ao governo Dilma e de opiniões controversas, que formava com Marco Antonio Villa; para seu lugar, a rádio estuda contratar Maria Cristina Poli e Silvia Poppovic; no último dia 16, Rachel Sheherazade publicou um texto no site da Jovem Pan em que dizia que Eduardo Cunha "se tornou o boi de piranha perfeito" e que, "até que o inquérito se torne processo judicial", ele era "apenas um investigado" (Foto: Gisele Federicce)
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Revista Fórum - A "dupla dinâmica" de oposição feroz ao governo Dilma e de opiniões controversas, que inflama os ouvintes todas as manhãs na rádio Jovem Pan, está desfalcada. A jornalista e apresentadora Rachel Sheherazade pediu demissão da emissora nesta segunda-feira (19) e deixa o companheiro de comentários – o historiador Marco Antonio Villa – sozinho.

De acordo com a rádio, Sheherazade pediu demissão para "ter mais tempo" para si mesma. Além de comentarista na Jovem Pan, a jornalista trabalha como âncora no SBT Brasil, principal jornal da emissora de Silvio Santos. No SBT, inclusive, Sheherazade perdeu espaço exatamente pelo mesmo motivo que a fez "brilhar" na Jovem Pan: seus comentários duvidosos e de tom ultra-conservador.

Em janeiro deste ano, por exemplo, a apresentadora foi vetada de emitir opiniões pessoais no SBT Brasil após dizer que era "compreensível" a ação de moradores do Rio de Janeiro ao amarrar em um poste e torturar um jovem de 16 anos acusado de cometer furtos. Na ocasião, ela chegou a sugerir para aqueles que condenaram a ação que "façam um favor ao país e adotem um bandido".

Enquanto isso, na Pan, em uma guinada à extrema direita que acontece desde o ano passado com a contratação da própria Sheherazade, Villa e Reinaldo Azevedo, a jornalista foi ganhando cada vez mais prestígio na medida em que alimentava o ódio antipetista e à esquerda. Em algumas ocasiões, chegou a defender Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que hoje corre o risco de perder o cargo de presidente da Câmara dos Deputados por uma investigação que deflagrou contas secretas na Suíça em seu nome, e se referiu a partidos de esquerda, como PSOL e PSTU, como "legendas acéfalas".

Para substituir Sheherazade, que já não participará dos quadros da emissora esta semana, a Jovem Pan estuda a contratação de Maria Cristina Poli e Silvia Poppovic.

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