Em editorial, Valor Econômico ataca bolsonarismo

Em editorial, o jornal Valor Econômico destaca que as crises constantes na gestão de Jair Bolsonaro nascem dentro do próprio governo e que os ataques de Carlos, filho do presidente, e da ala ligada ao astrólogo Olavo de Carvalho, guru da família Bolsonaro ao vice Hamilton Mourão são o último exemplo da cizânia que pode resultar na paralisação do governo; "Os ataques a Mourão descortinaram um conflito aberto entre duas facções no poder, que pode em algum momento paralisar o governo", alerta o jornal

Em editorial, Valor Econômico ataca bolsonarismo
Em editorial, Valor Econômico ataca bolsonarismo (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)
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247 - Em editorial, o jornal Valor Econômico destaca que as crises constantes na gestão de Jair Bolsonaro nascem dentro do próprio governo e que os ataques de Carlos Bolsonaro, filho do presidente, ao vice Hamilton Mourão são o último exemplo da cizânia que pode resultar na paralisação do governo. "Governos tem regras e ritos para amortecer e resolver divergências, mas a atual administração de Bolsonaro balança ao sabor da fuzarca causada por sua família. Os ataques a Mourão descortinaram um conflito aberto entre duas facções no poder, que pode em algum momento paralisar o governo", alerta o jornal em seu editorial.

Para o jornal, "o vice-presidente tem, de fato, feito um contraponto às posições extremistas de Bolsonaro e família, no que exerce um papel benfazejo e útil a favor da moderação" e que "ao fazer isso, cumpre também a função de mostrar que o governo tem, e precisa ter, a flexibilidade que o extremismo do presidente (e seus filhos) não permite ver".

O texto destaca, ainda, que Mourão conseguiu emplacar posições importantes, como em alguns pontos da política externa, e conta com o apoio da ala militar do governo." É essa identidade que é alvo crescente de ataques da facção contrária, insuflada por Carlos e Eduardo Bolsonaro, com sua caricatural paranoia - os olavetes", ressalta o texto

"Sob pressão, Bolsonaro fez declaração acaciana, ao dizer que os ataques não ajudam a "unicidade" do governo. E saiu em defesa do filho. Em nota oficial, lida pelo porta-voz da Presidência, Bolsonaro esclareceu "de uma vez por todas" que "sempre estará ao lado" de Carlos", observa o editorial.

"Nas redes sociais, em boa parte do tempo o filho fala em nome do presidente da República, usando um poder que nunca lhe deveria ser dado, para atacar quem quiser no O presidente já deixou claro que não o condenará, criando assim, o que é fantástico, uma corrente de oposição dentro do próprio governo", avalia.

Leia a íntegra do editorial. 

 

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