Justiça nega pedido da Abril para não pagar conta de luz. Editora prevê prejuízo de R$ 100 milhões

A editora Abril pediu ao Judiciário para obrigar as concessionárias de energia elétrica, água e gás a manterem a prestação dos serviços por 90 dias, mesmo sem o pagamento das contas. A empresa argumentou que perderá cerca de R$ 100 milhões em seu faturamento até o final do ano por conta do coronavírus

(Foto: Divulgação)
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247 - A editora Abril pediu ao Judiciário para obrigar as concessionárias de energia elétrica, água e gás a manterem a prestação dos serviços por 90 dias (prorrogáveis por mais 90), mesmo sem o pagamento das contas. No mesmo documento, a empresa argumentou que perderá cerca de R$ 100 milhões em seu faturamento até o final do ano por conta da pandemia do coronavírus. A Abril tem 15 publicações em seu portfólio e 2.876 funcionários (dado de janeiro). Atualmente, o Brasil tem pelo menos 29,2 mil confirmações e 1.769 mortes provocadas pela covid-19.

De acordo com o grupo, fundado em 1950 e em recuperação judicial desde agosto de 2018, o prejuízo estimado decorre do cancelamento de campanhas publicitárias (60%), de inadimplência de 40% e do cancelamento e da redução na venda de assinaturas. "A expectativa é que a perda se agrave nos próximos meses", afirma. As informações foram publicadas na coluna de Rogério Gentile, no jornal Folha de S.Paulo.

O juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, não aceitou os argumentos da Abril. "É inviável a pretensão de suspensão genérica e absoluta de pagamento de despesas correntes, essenciais à operação da empresa"

A Abril pode recorrer da decisão.

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