Le Monde faz mea culpa sobre cobertura de golpe no Brasil

Jornal francês destaca cartas que recebeu de brasileiros questionando sua abordagem sobre a crise no Brasil; o ombudsman da publicação, Franck Nouchi, questiona neste domingo: o "Le Monde foi parcial na cobertura da crise politica brasileira?"; jornal diz lamentar não ter levado em consideração a parcialidade da imprensa brasileira na cobertura do impeachment e não ter mencionado que os parlamentares que julgam a presidente Dilma Rousseff são corruptos

Jornal francês destaca cartas que recebeu de brasileiros questionando sua abordagem sobre a crise no Brasil; o ombudsman da publicação, Franck Nouchi, questiona neste domingo: o "Le Monde foi parcial na cobertura da crise politica brasileira?"; jornal diz lamentar não ter levado em consideração a parcialidade da imprensa brasileira na cobertura do impeachment e não ter mencionado que os parlamentares que julgam a presidente Dilma Rousseff são corruptos
Jornal francês destaca cartas que recebeu de brasileiros questionando sua abordagem sobre a crise no Brasil; o ombudsman da publicação, Franck Nouchi, questiona neste domingo: o "Le Monde foi parcial na cobertura da crise politica brasileira?"; jornal diz lamentar não ter levado em consideração a parcialidade da imprensa brasileira na cobertura do impeachment e não ter mencionado que os parlamentares que julgam a presidente Dilma Rousseff são corruptos (Foto: Paulo Emílio)
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247 - O jornal francês Le Monde deste domingo (24) traz uma espécie de mea culpa sobre a cobertura dada ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. O ombudsman Franck Nouchi questiona: o "Le Monde foi parcial na cobertura da crise politica brasileira?". Publicação diz lamentar não ter levado em consideração a parcialidade da imprensa na cobertura sobre o impeachment. Leia mais no Jornal GGN

Questionamento foi feito após a publicação ter recebido dezenas de cartas de brasileiros e franceses que questionaram a cobertura do jornal em relação à crise política no Brasil. O jornal cita as correspondências de quatro brasileiras residentes em Paris, que questionaram a parcialidade do Le Monde por ter seguido "o coro uníssono da grande mídia brasileira" em vez de buscar novas abordagens sobre o tema.

Apesar de defender o teor de algumas coberturas sobre o assunto, o Le Monde diz reconhecer e lamentar que o editorial publicado no dia 31 de março, intitulado "Brésil: ceci n'est pas un coup d'Etat" (Brasil: isto não é um golpe de Estado, em tradução livre), tenha pecado pela falta de equilíbrio, destacando a omissão de não informar que os apoiadores do impeachment são em grande parte acusados de corrupção. O veículo de comunicação também reconhece que não abordou a parcialidade dos meios de comunicação do Brasil em torno do caso.

Ao final o jornal diz que o ideal teria sido destacar um jornalista de Paris para vir ao Brasil e auxiliar a correspondente no país para poder retratar a situação brasileira durante a crise.

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