Marina ganha algo quando pede mais protestos?

Paulo Nogueira, editor do Diário do Centro do Mundo, argumenta que que ele não ganha nada ao incitar novas manifestações de rua, que, em junho deste ano, quase sempre terminaram em baderna; "Marina vai ter que fazer mais, caso queira ter relevância em 2014, que torcer por novas Jornadas de Junho", diz ele

Marina ganha algo quando pede mais protestos?
Marina ganha algo quando pede mais protestos?

Por Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo

Em seu comentado artigo de ontem na Folha, Marina deixou claro qual é sua grande arma e grande esperança para 2014: os protestos.

É compreensível.

O único nome na política que saiu intacto nas chamadas Jornadas de Junho foi o dela.

Para muita gente, em geral desavisada, Marina simbolizou, naqueles dias, um “jeito diferente” de fazer política.

Nas pesquisas, o favoritismo absoluto de Dilma pareceu ameaçado. Sua popularidade desabou. Num triunfo da esperança, a oposição achou que Dilma poderia estar acabada como candidata a um segundo mandato, ou alguma coisa próxima disso.

Marina cresceu em tais circunstâncias. Mais tarde, o fracasso em legalizar seu partido e o casamento de conveniência com Eduardo Campos tiraram boa parte do brilho e do ímpeto conquistado por Marina nas manifestações.

No eleitorado progressista, Marina se desgastou também ao repetir um chavão dos conservadores – o risco de “chavismo” no Brasil.

E Dilma, ao mesmo tempo, foi se recuperando. Hoje, passados alguns meses, e com o impacto positivo de ações sociais como o programa Mais Médicos, Dilma recuperou o amplo favoritismo.

(continue lendo no Diário do Centro do Mundo)

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