Veja, ligada a André Esteves, ataca Alcolumbre para ajudar Bolsonaro

A revista da Editora Abril, que tem como dono André Esteves, do BTG Pactual, publicou uma matéria sobre suposta prática de "rachadinha" no gabinete do senador Davi Alcolumbre, que tem divergências com Jair Bolsonaro sobre a indicação de André Mendonça para uma vaga no STF

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(Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados | Reprodução | Reuters)


247 - A revista Veja, da Editora Abril, que tem como dono André Esteves, do BTG Pactual, publicou uma matéria atacando o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado e que é responsável pela sabatina - ainda não marcada - de André Mendonça, para decidir se o ex-advogado-geral da União ocupará ou não uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Em reportagem do Brasil 247, André Esteves mostra como tem influência sobre diversos setores da política brasileira.

A revista citou a suposta prática de "rachadinha" no gabinete do parlamentar. "Marina, Lilian, Erica, Larissa, Jessyca e Adriana são moradoras da periferia do Distrito Federal, pobres, desempregadas e personagens de uma ignóbil trapaça. As seis foram contratadas como assessoras do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) em Brasília, mas nunca trabalharam", destacou a reportagem. 

De acordo com a matéria, "as seis tinham vencimentos que variavam de 4 000 a 14 000 reais por mês, mas não recebiam esse dinheiro de forma integral". "Essas mulheres que agora admitem a prática foram empregadas como assessoras parlamentares, mas nenhuma delas tinha curso superior nem qualquer tipo de experiência legislativa", destacou o texto. 

"Eram todas pessoas humildes, que mal sabiam onde ficava o Congresso, atraídas pela proposta de ganhar um dinheiro sem precisar trabalhar. Bastava às candidatas emprestar o nome, o CPF, a carteira de trabalho e atender a uma exigência: manter tudo sob o mais absoluto sigilo".

A reportagem citou o depoimento da estudante Erica Almeida Castro, 31 anos. "Meu salário era acima dos 14 000 reais, mas eu só recebia 900 reais. Eles ficavam até com a gratificação natalina. Na época, eu precisava muito desse dinheiro. Hoje tenho vergonha disso".

O senador Davi Alcolumbre afirmou que não se lembra das ex-funcionárias e disse que ninguém estava autorizado a ficar com os salários das servidoras. 

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