“Afeganistão era a peça que faltava para a integração da Eurásia”, diz Pepe Escobar

O jornalista avaliou, em entrevista à TV 247, que a reconstrução do Afeganistão pelo Talibã atuaria no sentido de conferir uma maior integração econômica à região da Eurásia, que já é sede de grandes iniciativas de infraestrutura. No entanto, alertou: os EUA estarão observando. “O Talibã vai ter que se blindar para que os jihadistas que já estão lá e que podem ser ajudados pelos suspeitos de sempre não desestabilizem o país de novo”. Assista

(Foto: Divulgação)
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247 - O jornalista Pepe Escobar, em entrevista à TV 247 nesta sexta-feira (10), afirmou que a reconstrução do Afeganistão, agora governado pelo Talibã, deve consolidar a integração econômica da Eurásia. Pela região atravessa a Rota da Seda, iniciativa chinesa que tem no Afeganistão um de seus ativos.

No entanto, Escobar destacou que o Talibã enfrentará sérios desafios na reconstrução, inclusive novos ataques “híbridos” vindos dos Estados Unidos. “Estava faltando uma pecinha do quebra-cabeça, que é justamente o Afeganistão. Agora, o desafio é como incorporar um país devastado, que vai ter que ser reconstruído, vai ter que ter investimento produtivo dos vizinhos. Vão ter que blindar o Afeganistão para que todos esses jihadistas que já estão lá e que podem ser ajudados pelos suspeitos de sempre, que não preciso dizer quem são, não desestabilizem o Afeganistão por dentro de novo. Essa é a grande preocupação, porque o fato de que o império saiu, foi expulso e humilhado, não significa que o império vai desparecer do Afeganistão e da Ásia Central. É um reposicionamento”, afirmou. 

O jornalista afirmou que a questão afegã será o principal tema da próxima cúpula de Duchambé, que reúne líderes da região entre 16 e 17 de setembro. “Todos os big players estarão sentados na mesa e falarão ‘essa é a nossa hora de brilhar, somos os donos do show agora, sem império, OTAN, sem nada. Então, vamos ajudar esses caras, explicar a lei internacional, ajuda humanitária, abrir canais com o Ocidente, e frisar a nossa parte do pacote: nada de jihadismo aqui’”, disse. 

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