Após renúncia, primeiro-ministro do Líbano denuncia elite por mobilizações contra o governo

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, disse que para a "classe que controla o destino do país" só interessa "registrar vitórias políticas". Segundo ele, a elite teria aproveitado a explosão em Beirute para mobilizar contra o governo

Hassan Diab
Hassan Diab (Foto: Dalati Nohra/Handout via REUTERS)
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247 - Após a renúncia do governo libanês, o primeiro-ministro, Hassan Diab, denunciou o "papel das elites" para estimular os protestos contra o governo, que ocorrem desde o final de semana. 

Argumentando contra os que pediam a saída do governo por conta da “corrupção”, Diab disse que “o sistema de corrupção é maior que o próprio Estado e o tem emprisonado”. Ele destacou que o país é vítima de “outros desastres, cujo objetivo é proteger a classe que controla o destino do país”.

Ele ainda disse que esta classe aproveitou a “grande tragédia” da explosão no porto de Beirute para “registrar vitórias políticas utilizando sua retórica populista". Segundo Diab, as classes dominantes deveriam se envergonhar delas mesmo, pois foi “sua corrupção que produziu o desastre”. Para ele, é a elite a verdadeira tragédia do povo libanês.

“Essa classe”, que “controla as articulações do Estado”, “falsifica a realidade e cometeu pecados maiores” para atacar o governo, “porque sabia que o êxito deste governo significaria substituí-la”.

Após a explosão em Beirute, iniciaram-se ataques internacionais contra o governo libanês que tinha fortes ligações com o grupo xiita Hezbollah, de esquerda. Protestos tomaram conta da capital - “contra a corrupção”, o governo e o grupo xiita, com enforcamentos simbólicos de dirigentes do Hezbollah e do presidente libanês, Michel Aoun.

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