Após ser acusada de roubar vacinas da Covid-19, China nega e diz que 'EUA devem parar de caluniar e difamar'

O Departamento de Justiça dos EUA acusou anteriormente dois cidadãos chineses de atacar empresas de todo o mundo, incluindo companhias de biotecnologia estadunidenses que estão realizando pesquisas relacionadas a vacinas para o novo coronavírus

(Foto: Reuters)
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Sputnik - A China acusou os Estados Unidos de realizar uma campanha global de difamação, depois que cidadãos chineses foram acusados ​​de invadir empresas estrangeiras que realizam pesquisas sobre uma vacina viável contra a Covid-19.

Os EUA devem "parar imediatamente sua campanha de ataques e difamação da China por questões de segurança cibernética", declarou o porta-voz do ministro das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin.

"O governo chinês é um firme defensor da segurança cibernética e sempre se opôs e reprimiu os ataques cibernéticos e os crimes cibernéticos de todas as formas", acrescentou.

Wang afirmou que "o ciberespaço não deve se tornar um novo campo de batalha", porque defender a "paz e estabilidade" no ambiente cibernético é do interesse comum de todos os países.

O Departamento de Justiça dos EUA acusou anteriormente dois cidadãos chineses de atacar empresas de todo o mundo, incluindo companhias de biotecnologia estadunidenses de Maryland, Massachusetts e Califórnia que estão realizando pesquisas relacionadas a vacinas para o novo coronavírus.

A pandemia da Covid-19 continua sendo uma das áreas em que os EUA acusam Pequim de má conduta. Autoridades norte-americanas, incluindo o presidente Donald Trump, alegaram que a China liberou acidentalmente o coronavírus de um laboratório de Wuhan, onde a doença foi registrada pela primeira vez, e inicialmente tentou esconder a escala do surto.

Outra linha de ataque envolve alegações de que Pequim está influenciando a Organização Mundial da Saúde (OMS). A mídia britânica informou que, na terça-feira (21), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse aos parlamentares em uma "reunião privada" em Londres que a China havia "comprado" o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ajudando-o a ser eleito.

"Houve uma eleição para fazer negócios e, quando a pressão chegou, você tem britânicos mortos, por causa do acordo que foi feito", alegou Pompeo, segundo citado pela mídia.

O governo Trump criticou fortemente a OMS pela forma com que lidou com a pandemia da COVID-19. Os EUA iniciaram oficialmente sua retirada da organização este mês, o que poderá nem ser confirmado se o presidente estadunidense não se reeleger em novembro. Críticos de Trump afirmaram que os ataques contra OMS visam apenas esconder os erros da Casa Branca.

Pequim negou repetidamente ter ocultado qualquer informação sobre o surto do novo coronavírus e criticou sugestões de que a pandemia saiu de um de seus laboratórios como falsas.

As relações entre os dois países atingiram um novo nível mais baixo nesta quarta-feira (22), quando os EUA exigiram que a China fechasse seu consulado em Houston. O Departamento de Estado explicou que a decisão ajudará a proteger a propriedade intelectual e os dados pessoais dos cidadãos dos EUA. Pequim considerou a medida "escalatória" e prometeu retaliar

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