Às vésperas da eleição, milhares de argentinos protestam contra destruição neoliberal de Macri

Milhares de argentinos ocuparam a Avenida 9 de Julho, a principal da capital, Buenos Aires, em protesto contra a política neoliberal de Mauricio Macri, presidente e candidato à reeleição. Com o país mergulhado numa profunda recessão, os manifestantes reivindicam a geração de empregos, a readmissão dos funcionários públicos demitidos (cerca de 35 mil), e a declaração de calamidade alimentar nacional

247 - Uma onda de protestos toma conta da Argentina onde milhares de manifestantes ocuparam a Avenida 9 de Julho, a principal de Buenos Aires, para pedir a decretação de emergência alimentar na Argentina e rechaçar as política de ajuste fiscal de Maurício Macri, presidente da Argentina.

Com o país mergulhado numa grave crise enconômica, os argentinos protestam contra as medidas neoliberais de Macri, que é candidato à reeleição. 

A polícia tentou impedir que os manifestantes fechassem a avenida e houve confronto. Os líderes do movimento anunciaram que os manifestantes ficarão acampados na avenida central portenha, num dia em que também organizaram ondas de manifestações na Plaza de Mayo, em frente a Casa Rosada, sede da Presidência argentina. Famílias inteiras, com filhos pequenos, se apresentaram para acampar na avenida.

"Queremos a abertura de programas sociais. Também queremos aumento de verbas para os programas vigentes e aumento das merenda para as escolas", afirmou Eduardo Belliboni, um dos líderes do protesto.

A Argentina está recessão desde 2018, com uma taxa de inflação das mais altas do mundo (25% de janeiro a julho) e aumento da pobreza (32% em 2018) e do desemprego (10,1% no primeiro trimestre de 2019).

As pesquisas eleitorais apontam derrota de Macri e a vitória do peronista de centro-esquerda Alberto Fernández, que tem a ex-presidente e atual senadora Cristina Kirchner como vice, com 47% das intenções de votos, 15 pontos de vantagem sobre o liberal Macri.

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