Chilenos preparam atos contra Bolsonaro: o fascismo não passará

É dever de todas as organizações sociais no Chile criticar e protestar contra a visita a ser feita ao país em 22 de março pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse o porta-voz movimento de Integração e Libertação Homossexual (Movilh) Chileno, Óscar Rementería; outro militante - Felipe Parada, afirmou no Twitter: "Devemos ser milhares para dizer a Piñera e a Bolsonaro que o fascismo não acontecerá"

Chilenos preparam atos contra Bolsonaro: o fascismo não passará
Chilenos preparam atos contra Bolsonaro: o fascismo não passará (Foto: Marcos Corrêa/PR)

247, com Agência Sputnik- É dever de todas as organizações sociais no Chile criticar e protestar contra a visita a ser feita ao país em 22 de março pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse à Sputnik o porta-voz movimento de Integração e Libertação Homossexual (Movilh) Chileno, Óscar Rementería. "Consideramos moralmente ético criticar a visita de uma pessoa que não representa os valores de uma sociedade moral que busca eliminar a discriminação", afirmou o ativista. Outro militante - Felipe Parada, afirmou no Twitter: "Devemos ser milhares para dizer a Piñera e a Bolsonaro que o fascismo NÃO acontecerá, que o discurso de ódio no Chile que rejeitamos com força pq é o resultado da violência contra as pessoas apenas por se sentirem ou serem diferentes".

Este 22 de março será realizada em Santiago do Chile a primeira cimeira do novo Prosur regional, reunião que já confirmou a sua presença alguns líderes da América do Sul, incluindo Bolsonaro.

Rementería disse que a sua organização vai chamar uma manifestação em massa contra o presidente brasileiro, porque rejeita "a declarações homofóbicas, os transexuais, classista, misógina e racista, disse antes e durante a sua candidatura presidencial."

"Bolsonaro chegou a dizer que derrotaria um homem gay ou que os afrodescendentes são preguiçosos", lembrou o ativista.

Rementería acrescentou que o triunfo do Bolsonaro no Brasil foi "um revés para a luta contra a discriminação na região" e que "o que fez o povo brasileiro foi o resultado do crime que tinha medo, e uma classe política corrupta".

No entanto, "gostando ou não, Bolsonaro foi eleito democraticamente, (e o presidente chileno Sebastián) Piñera cumpriu seu papel convidando-o como chefe de Estado", admitiu. De qualquer forma, ele disse, "isso não significa que não podemos criticá-lo e insistir que o Chile é um país democrático onde qualquer um pode expressar sua opinião".

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