247 –O pré-candidato a deputado federal pelo PCdoB, Elias Jabbour, publicou nesta terça-feira (1º) uma mensagem em homenagem aos 105 anos do Partido Comunista da China (PCCh), destacando a trajetória da legenda no desenvolvimento do país asiático e defendendo que o Brasil construa um projeto nacional inspirado na experiência chinesa, mas adaptado à sua própria realidade.
Em publicação divulgada em suas redes sociais, Jabbour relembra a transformação econômica e social promovida pela China desde a fundação da República Popular, em 1949, e sustenta que o país asiático representa uma referência para aqueles que buscam alternativas ao modelo econômico dominante no Ocidente. Segundo ele, o exemplo chinês demonstra que é possível combinar desenvolvimento econômico, combate à pobreza e avanço tecnológico sob uma direção política própria.
Ao recordar a história recente da China, Jabbour afirma que, em 1949, o país era “o país mais pobre do mundo”, com expectativa de vida de 35 anos e índices de analfabetismo superiores a 90% da população. Para o dirigente comunista, a realidade atual demonstra uma transformação histórica.
“Hoje o país lidera uma nova revolução técnico-científica, erradicou a pobreza extrema e aponta o dedo do futuro a si mesmo e à humanidade”, escreveu.
Na avaliação de Jabbour, um dos fatores centrais desse processo foi a capacidade do Partido Comunista da China de desenvolver uma interpretação própria do marxismo, adequada às condições nacionais.
Segundo ele, o partido “foi capaz de transformar o marxismo em uma sabedoria nacional própria” e continua enriquecendo essa tradição “enquanto ciência do poder político enquanto teoria que se alimenta da prática e das respostas às contradições que surgem em meio do exercício do poder”.
O professor também sustenta que a experiência chinesa representa uma demonstração da viabilidade do socialismo e da atualidade da tradição marxista inspirada por Vladimir Lênin.
Para Jabbour, o caso chinês oferece ainda uma perspectiva para enfrentar desafios globais contemporâneos, incluindo a relação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
“A experiência chinesa nos demonstra mais: a possibilidade de vitória da humanidade e do surgimento de um novo contrato civilizatório que repactue as relações entre ser humano e natureza e transforme o desenvolvimento em obra humana orientada à sua autoemancipação”, afirmou.
Na publicação, ele ressalta que homenagear o Partido Comunista da China não significa uma adesão incondicional ao modelo chinês.
“É para o partido dos marxistas chineses que muitos de nós olhamos em tom de admiração e observação; não de reverência acrítica”, escreveu.
Ao abordar a trajetória política da China, Jabbour destaca a Conferência de Zunyi, realizada em 1935, como um marco na consolidação da liderança de Mao Zedong e da estratégia revolucionária adotada pelo partido.
Segundo ele, a partir desse momento, os comunistas chineses conseguiram construir uma ampla maioria política capaz de conduzir um projeto nacional de desenvolvimento e de libertação nacional e social.
Apesar dos elogios à experiência chinesa, o pré-candidato enfatiza que ela não deve ser reproduzida mecanicamente no Brasil.
“A China não pode ser vista como um modelo a ser copiado. A força do marxismo se demonstra na capacidade dos comunistas de adaptarem e construírem um materialismo histórico adequado a cada realidade nacional”, afirmou.
Na parte final da publicação, Jabbour defende que o principal desafio dos comunistas brasileiros permanece sendo a construção de um caminho próprio para o país. Segundo ele, a experiência chinesa inspira a formação de uma “nova maioria política” capaz de enfrentar o que classifica como ameaça neocolonial e o neoliberalismo. “Devemos forjar um projeto nacional ao nosso país!”, escreveu.
Encerrando a homenagem, Elias Jabbour presta reconhecimento ao povo chinês, aos fundadores do Partido Comunista da China e às atuais lideranças da legenda.
“Toda força do mundo ao povo chinês e seu Partido Comunista. Honra e glória aos fundadores do PCCh e os competentes herdeiros de Mao Zedong!”
❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão